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Gazeta Itapirense

Há um ano, delegada Gilmara dos Santos impôs censura e proibiu acesso aos BO’s

Há exatamente um ano, os órgãos de imprensa de Itapira deixaram de ter acesso direto aos boletins de ocorrência registrados na Delegacia de Polícia Civil. A medida imposta pela então nova delegada Titular Gilmara dos Santos, rompeu uma tradição que existia há décadas no município e mudou a forma como a população recebe informações sobre os crimes registrados na cidade.

Desde então, os veículos de comunicação deixaram de consultar diretamente os registros policiais para informar a população sobre furtos, roubos, golpes, estelionatos e outras ocorrências de interesse público. Na prática, grande parte dos casos registrados diretamente na Polícia Civil deixou de chegar ao conhecimento da sociedade.

A restrição tem sido alvo de críticas por parte de profissionais da imprensa, que apontam uma significativa redução da transparência sobre os índices de criminalidade no município. Sem acesso aos boletins de ocorrência, a impressão passada à população pode ser a de que a cidade vive uma realidade mais tranquila do que aquela refletida nos registros policiais.

A divulgação de ocorrências sempre teve um papel que vai além da simples informação. Ao noticiar golpes, furtos e outros crimes, a imprensa também atua de forma preventiva, alertando moradores sobre novas modalidades criminosas e orientando a população para evitar que outras pessoas se tornem vítimas.

Casos de estelionato, especialmente contra idosos e pessoas mais vulneráveis, estão entre os crimes que tradicionalmente eram divulgados pelos veículos locais justamente para conscientizar a comunidade. Golpes como o do falso advogado, do falso parente, do bilhete premiado e diversas outras fraudes costumam atingir vítimas que poderiam ser alertadas com maior frequência caso essas informações continuassem sendo divulgadas.

Hoje, boa parte das informações sobre a criminalidade em Itapira chega à imprensa por meio da Guarda Municipal e da Polícia Militar, corporações que continuam divulgando as ocorrências atendidas por suas equipes. Entretanto, inúmeros registros feitos diretamente na Delegacia de Polícia Civil permanecem fora do conhecimento público.

A transparência dos órgãos públicos é um dos pilares do interesse coletivo. Embora existam informações protegidas por sigilo legal, dados gerais sobre ocorrências policiais historicamente serviram como importante instrumento para informar, prevenir crimes e permitir que a população acompanhasse a realidade da segurança pública em seu município.

A falta de acesso a essas informações representa uma mudança significativa na relação entre a Polícia Civil e a imprensa local, reduzindo a circulação de notícias de interesse público e dificultando que os cidadãos tenham uma visão mais ampla sobre a criminalidade registrada na cidade.

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Dra. Gilmar chegou ‘ontem’ a Itapira e já impôs a censura: a bandidagem agradece (Foto: Gilmar Carvalho/Gazeta) 

A delegada Gilmara dos Santos jamais informou aos órgãos de imprensa porque tomou essa decisão absurda em esconder da população da cidade os crimes que aqui ocorrem. Mas eles continuam aí, dia após dia,

Por acaso alguém lembra quando foi a última vez que a Polícia Civil prendeu alguém?

Se teve alguma prisão não chegou à imprensa e muito menos à população itapirense.

Será que a delegada Gilmara não acha importante noticiar e alertar os itapirenses sobre os crimes que ocorrem na cidade? Será que ela recebeu ordens superiores para esconder estes índices?

É uma dúvida que nós dos órgãos de imprensa temos.

Passado um ano desde a adoção dessa política ridícula, permanece o debate sobre até que ponto a restrição ao acesso às informações atende ao interesse público e se a medida contribui para uma sociedade mais informada ou, ao contrário, reduz a transparência sobre um tema que afeta diretamente a vida dos moradores de Itapira.

A discussão, mais do que uma reivindicação da imprensa, envolve o direito da população de ser informada sobre os fatos de interesse público e de acompanhar, de forma transparente, a realidade da segurança em sua cidade.

 A delegada Gilmar dos Santos pode ter certeza que a última coisa que os itapirenses querem ver é ela dançando ou um gato em cima de sua mesa de trabalho, como apareceu recentemente em postagens dela em redes sociais. O que o povo quer é saber como anda na verdade a criminalidade na cidade, e como se prevenir contra isso.

E o mais estanho nesta história toda é que a delegada jamais chamou os órgãos de imprensa e explicou o porquê desta decisão. Simplesmente deu ordens aos funcionários da Delegacia que proibissem a divulgação para a imprensa.

Que saudade do Dr. Anderson Cassimiro!!!