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Gazeta Itapirense

Fiéis realizam corrente de oração em apoio a padre afastado por abuso sexual

Um grupo de fiéis se reuniu na Praça da Matriz, em Santo Antônio de Posse, para uma corrente de oração em apoio ao padre Sidney Wilson Basaglia, condenado em primeira instância a seis anos de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de violação sexual mediante fraude contra um adolescente que atuava como coroinha em Serra Negra.

O encontro foi organizado por membros da comunidade católica e reuniu moradores de diferentes regiões do município. Durante a celebração, os participantes rezaram o Santo Terço e fizeram orações pedindo saúde, força e proteção ao sacerdote. A mobilização também foi transmitida ao vivo por uma página criada pelos organizadores.

A manifestação ocorreu após a repercussão da condenação do religioso, que ainda pode recorrer da decisão judicial. O caso dividiu opiniões entre moradores da região, com parte da comunidade demonstrando solidariedade ao padre enquanto o processo segue em tramitação.

Corrente do oração ocorreu em Santo Antônio de Posse (Foto: Divulgação)

De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o sacerdote teria se aproximado do adolescente após convidá-lo para integrar o grupo de coroinhas. A acusação sustenta que, ao perceber o interesse do jovem pela vida religiosa, o padre teria utilizado sua posição de autoridade para criar uma relação de dependência emocional, circunstância que, segundo a investigação, possibilitou a repetição dos abusos em locais reservados, como a casa paroquial.

Na sentença, a Justiça reconheceu como agravante a condição de superioridade hierárquica exercida pelo sacerdote em relação à vítima e fixou a pena em seis anos de prisão em regime semiaberto. A decisão, no entanto, ainda é passível de recurso.

Após a condenação, a Diocese de Amparo divulgou, em 6 de maio, uma nota oficial informando o afastamento do padre Sidney Basaglia das atividades sacerdotais. No comunicado, o bispo diocesano, Dom Luiz Gonzaga Fechio, afirmou que a medida foi adotada para que o sacerdote “se dedique pelo tempo necessário à sua defesa”, enquanto o processo judicial prossegue.

A Diocese também informou, na ocasião, que acompanha o caso e reiterou seu compromisso com a Justiça, com o acolhimento das pessoas envolvidas e com o cumprimento das determinações da Igreja e das autoridades competentes. A defesa do padre poderá recorrer da sentença.