Diocese de Amparo afasta padre condenado por abusar de coroinha
Denunciado pelo promotor de Justiça Gustavo Pozzebon, o padre Sidney Wilson Basaglia, foi condenado em primeira instância por violação sexual mediante fraude contra um adolescente que, à época dos fatos, tinha 14 anos. Ao reconhecer o agravante da autoridade do réu sobre a vítima, a Justiça de Serra Negra impôs pena de 6 anos de prisão, a ser cumprida inicialmente no regime semiaberto.
Os abusos, conforme a denúncia, ocorreram de forma continuada entre 2014 e 2016, nas cidades de Serra Negra e Guarulhos. O réu se aproximou da vítima após convidá-la para atuar como coroinha e, ao perceber o interesse do adolescente em seguir a vida religiosa, passou a estabelecer uma relação de confiança e proximidade, oferecendo presentes, realizando convites frequentes para jantares e inserindo-o em atividades fora do convívio familiar.
Segundo a Promotoria, o sacerdote utilizou sua posição de autoridade para manipular a vontade do jovem e criar um vínculo de dependência emocional, o que possibilitou a prática reiterada de atos libidinosos em ambientes privados, como a casa paroquial e a residência de familiares.
A sentença destacou que as condutas eram praticadas de forma velada, com estratégias para evitar suspeitas e dificultar a reação da vítima.
Em nota, a defesa reafirmou a inocência do clérigo e disse que vai recorrer da decisão. “Agora em Segunda instância, [a Justiça] vai reanalisar as provas que certamente conduzirão à reforma da sentença e sua absolvição”, disse o texto.
Nota oficial
Na manhã de hoje o site oficial da Diocese de Amparo publicou uma nota oficial sobre o assunto:
“…examinem tudo e fiquem com o que é bom.
Fiquem longe de toda espécie de mal”.
1ª Carta aos Tessalonicenses 5, 21-22
Amparo, 6 de maio de 2026.
O Bispo diocesano de Amparo, após ouvir o Conselho de Presbíteros e o Padre Sidney Wilson Basaglia, decidiu pelo afastamento temporário do referido sacerdote de suas funções de pároco, para que se dedique pelo tempo necessário à sua defesa.
Esse afastamento, no entanto, não implica qualquer prejuízo ao pleno exercício de ordens e não diminui ou prejudica a presunção de inocência, que decorre também da decisão proferida na investigação canônica.
A Diocese permanece firme no compromisso com a verdade, a justiça, a proteção da dignidade humana e a observância das normas canônicas, mantendo a comunidade informada de forma responsável quando houver necessidade e justificativa.
Unidos, pedimos orações por todos os envolvidos, contando sempre com o amparo de nossa Mãe, Virgem Maria.
✠ Dom Luiz Gonzaga Fechio
Bispo Diocesano
Pe. Edson Luis Andretta
Vigário Geral




