Pular para o conteúdo principal

Gazeta Itapirense

Vinicius Marchese fala sobre entrada na política, representação regional e propostas para a Baixa Mogiana

Em entrevista à Gazeta, Vinicius Marchese fala sobre sua trajetória profissional, a decisão de ingressar na política partidária e os desafios que considera prioritários para Itapira e os demais municípios da Baixa Mogiana.

Engenheiro de Telecomunicações e doutorando em Cidades Inteligentes e Sustentáveis. Com mais de 15 anos de experiência em liderança, gestão estratégica e inovação, dedica sua atuação ao fortalecimento do mercado da Engenharia, Agronomia e Geociências, com foco em transformação digital, governança, desenvolvimento de pessoas e políticas voltadas ao crescimento do setor.

É presidente licenciado do Confea em segundo mandato, após ser reeleito em 2026 com mais de 84 mil votos, a maior votação da história do Sistema Confea/Crea e Mútua. Lidera a estratégia nacional da entidade que representa mais de 1 milhão e 200 mil profissionais registrados, promovendo iniciativas de valorização profissional, inovação, fiscalização e modernização institucional.

Foi presidente do Crea-SP, o maior conselho de fiscalização profissional da América Latina. Há mais de duas décadas percorre os municípios paulistas, acompanhando de perto os desafios das cidades e das pessoas. Acredita que ouvir quem vive a realidade de cada região é o primeiro passo para construir soluções que gerem impacto na prática: da infraestrutura e mobilidade urbana ao desenvolvimento econômico, à inovação e à melhoria da qualidade de vida.

É pré-candidato a Deputado Federal pelo Estado de São Paulo.

A seguir, ele apresenta sua trajetória e fala sobre as motivações que o levaram da representação profissional à política partidária.

Para começar, o que motivou essa passagem da representação profissional para a política partidária?

O que me motivou foi a vontade de deixar de apenas apontar os problemas e passar a construir as soluções. Ainda como estudante de Engenharia, eu questionava muito o papel do Sistema Confea/Crea e, certa vez, um professor me fez uma pergunta que marcou a minha trajetória: “O que você está fazendo para mudar essa realidade?”. Aquela reflexão me levou a participar ativamente da representação profissional, até chegar à presidência do Confea.

Ao longo dessa caminhada, percebi que projetos bem planejados transformam a vida das pessoas e que a engenharia está presente em praticamente tudo: na infraestrutura, na mobilidade, na logística e no desenvolvimento das cidades.

A decisão de ingressar na política partidária nasceu dessa convicção. Entendi que, no Congresso Nacional, é possível ampliar esse trabalho, valorizando a engenharia, seus profissionais e defendendo políticas públicas que coloquem os projetos no centro das decisões.

Quero contribuir para transformar boas ideias em resultados concretos e melhorar a vida das pessoas.

 

O senhor tem destacado que a região precisa recuperar sua representação direta em Brasília. Na prática, o que muda para Itapira e os demais municípios da Baixa Mogiana quando elegem um deputado federal com raízes locais?

A principal mudança é a representatividade. Quando uma região tem em Brasília alguém que conhece de perto sua realidade, suas vocações e seus desafios, ganha força para defender suas prioridades e buscar soluções.

Nasci em Mogi Guaçu, vivo em Mogi Mirim e tenho uma relação muito próxima com a Baixa Mogiana. Além disso, ao longo de mais de 20 anos percorri praticamente todo o estado de São Paulo, conhecendo diferentes realidades e conversando com gestores, profissionais, entidades e lideranças.

Quero levar essa experiência para Brasília e manter uma atuação próxima de Itapira e dos demais municípios da região. Um deputado federal precisa ouvir as cidades, entender suas prioridades e transformar essas demandas em projetos, recursos e políticas públicas. Representação regional significa ter alguém que conheça a realidade daqui e esteja presente para defendê-la.

 

Quais são as três prioridades que o senhor pretende defender para Itapira e a Baixa Mogiana em um eventual mandato?

A primeira é infraestrutura. Precisamos avançar em mobilidade, rodovias, saneamento, conectividade e obras que melhorem a qualidade de vida e criem melhores condições para o desenvolvimento da região.

A segunda é desenvolvimento econômico e geração de empregos. A Baixa Mogiana reúne indústria, agricultura, comércio, serviços e pequenos negócios. Precisamos fortalecer essas vocações, estimular a inovação, apoiar quem produz e criar um ambiente capaz de atrair novos investimentos.

A terceira é fortalecer os municípios. Muitas cidades têm boas ideias e

necessidades urgentes, mas enfrentam dificuldades técnicas e financeiras para transformar essas demandas em projetos. Quero trabalhar em Brasília para aproximar as prefeituras dos programas federais e ajudar a viabilizar investimentos que realmente façam diferença para a população.

 

Muitos municípios enfrentam dificuldades para elaborar projetos técnicos e acessar recursos federais. Sua experiência na engenharia e no Sistema Confea/Crea poderá ajudar cidades como Itapira a superar esse problema?

Sem dúvida. Um dos maiores desafios dos municípios hoje não é apenas conseguir recursos, mas estar preparado para acessá-los. Muitas prefeituras deixam de captar investimentos porque não possuem projetos técnicos bem estruturados ou equipes suficientes para atender às exigências dos programas federais.

Minha experiência como engenheiro e presidente licenciado do Confea me deu a oportunidade de conhecer essa realidade de perto e de trabalhar ao lado de profissionais e gestores em todo o país. Sei da importância do planejamento, da boa engenharia e da qualificação técnica para transformar uma necessidade em um projeto viável.

Quero colocar essa experiência a serviço de Itapira e dos municípios da Baixa Mogiana, ajudando a fortalecer a capacidade técnica das prefeituras, aproximando as cidades dos programas federais e defendendo políticas que facilitem o acesso aos recursos. Um bom projeto é o primeiro passo para tirar uma obra do papel e transformar investimento público em melhoria concreta para a população.

 

A Baixa Mogiana reúne indústrias, propriedades rurais, pequenos negócios e cidades em crescimento. Que propostas o senhor pretende defender para estimular a geração de empregos e o desenvolvimento econômico da região?

A Baixa Mogiana tem uma economia diversificada e um potencial enorme. Temos indústria, agricultura forte, comércio, serviços e milhares de pequenos empreendedores que movimentam nossas cidades. O papel do poder público é criar condições para que quem produz possa crescer e gerar mais oportunidades.

Isso passa por infraestrutura e logística de qualidade, conectividade, qualificação profissional, inovação e menos obstáculos para quem quer investir e empreender. Também precisamos aproximar os municípios de programas e investimentos que ajudem a modernizar a economia e aumentar sua competitividade.

Como engenheiro, acredito que desenvolvimento econômico começa com planejamento. Quero trabalhar para que Itapira e toda a Baixa Mogiana tenham infraestrutura, projetos e articulação política para atrair investimentos, fortalecer quem já produz aqui e gerar empregos de qualidade.

Nosso objetivo precisa ser criar oportunidades para que as pessoas possam construir seu futuro e prosperar na própria região.