Toninho Bellini ignora furtos e avisa que não vai instalar câmeras no entorno do HM
A onda de furtos de veículos no entorno do Hospital Municipal de Itapira continua preocupando pacientes, acompanhantes e funcionários que circulam diariamente pelo local. Apesar das recorrentes ocorrências e das constantes reclamações da população, a administração do prefeito Antônio Toninho Bellini decidiu não instalar novas câmeras de monitoramento na região.
A situação tem gerado indignação entre moradores e usuários do hospital, que afirmam conviver com medo constante ao deixar seus veículos estacionados nas proximidades da unidade de saúde. Os furtos ocorrem principalmente em ruas próximas, aproveitando-se do grande fluxo de pessoas e da ausência de vigilância eletrônica.
Entre os pontos mais visados pelos criminosos está a rua Villa Lobos, onde existe um estacionamento recuado utilizado por pessoas que se deslocam ao HM. A rua Reverendo Alfredo Guimarães também aparece com frequência nos relatos de vítimas.
De acordo com apurações feitas pela reportagem da Gazeta, os criminosos preferem veículos mais antigos, que normalmente pertencem a pessoas mais humildes e possuem menos sistemas de segurança. Em muitos casos, os carros são encontrados horas ou dias depois, mas já completamente depenados.
Entre os itens mais furtados estão baterias, pneus, rodas, ferramentas, aparelhos de som e outros equipamentos de valor. Há ainda registros de situações mais graves, em que os veículos são incendiados após o crime.

Prefeitura diz que não vai instalar novas câmeras
Diante da sequência de ocorrências, a reportagem questionou o Departamento de Comunicação da Prefeitura de Itapira sobre a possibilidade de instalação de câmeras de segurança no entorno do hospital ou no estacionamento utilizado por pacientes e funcionários.
A resposta foi direta: não há previsão de novas câmeras.
Segundo o setor de comunicação da prefeitura, existe apenas um equipamento instalado há anos, voltado para a entrada do pronto-socorro. No entanto, essa câmera não possui qualquer visão do estacionamento onde ocorrem os furtos.
“Na verdade já existe uma câmera há muitos anos que foca na entrada do Pronto Socorro e no momento não serão instaladas novas”, informou a Prefeitura.
Problema persiste mesmo após alerta público
A situação se torna ainda mais preocupante porque o problema já havia sido denunciado anteriormente. Em matéria publicada pela Gazeta no dia 26 de janeiro passado, o jornal alertou para a sequência de furtos e para a necessidade urgente de medidas de segurança no local.
Mesmo após o alerta público, novos casos de furto de veículos voltaram a ocorrer na região.
Para moradores e frequentadores do hospital, a decisão da prefeitura de não ampliar o sistema de monitoramento demonstra falta de preocupação com a segurança da população que utiliza a unidade de saúde.
Falta de ação revolta população
O Hospital Municipal recebe diariamente pessoas em situação de fragilidade, muitas vezes lidando com problemas de saúde graves. Grande parte dos veículos estacionados na região pertence a trabalhadores, familiares de pacientes e moradores mais humildes que dependem do carro para suas atividades.
Para essas pessoas, além da preocupação com a saúde de familiares, soma-se agora o medo de sair do hospital e encontrar o veículo furtado ou destruído.
Especialistas em segurança consultados pela reportagem afirmam que a instalação de câmeras integradas ao sistema de monitoramento da Guarda Municipal poderia ajudar significativamente na identificação de criminosos e na inibição dos furtos.
Enquanto isso não acontece, quem precisa deixar o carro nas proximidades do hospital continua exposto à ação dos criminosos — em um problema que já dura anos e que, até agora, segue sem solução por decisão da própria administração municipal.







