Sete vítimas e mais de R$ 26 mil em prejuízos: onda de estelionatos preocupa
Os golpes virtuais continuam fazendo vítimas em Itapira. Em pouco mais de uma semana, diversos boletins de ocorrência registrados na Polícia Civil revelam uma verdadeira onda de estelionatos que já causou prejuízo superior a R$ 26 mil aos moradores da cidade.
Os criminosos utilizam diferentes estratégias para enganar as vítimas, desde falsos anúncios de venda de veículos e peças na internet até ligações telefônicas em que se passam por funcionários de bancos, advogados, promotores de Justiça e empresas que prometem regularizar pendências financeiras.
Um dos casos ocorreu após uma negociação iniciada por meio de um anúncio no Facebook. A vítima acreditou estar comprando um câmbio automotivo e realizou dois pagamentos via PIX, totalizando R$ 800, mas nunca recebeu o produto.
Em outro golpe semelhante, um morador negociou a compra de uma motocicleta anunciada no Facebook e, após contato pelo WhatsApp, fez duas transferências, de R$ 785 e R$ 385. O golpe ficou evidente quando o suposto vendedor passou a exigir novos depósitos e ainda teve acesso aos documentos pessoais da vítima.
Também chamou a atenção um caso registrado no bairro Cercado Grande. A vítima descobriu que criminosos conseguiram acessar seu aplicativo bancário e realizaram quatro transferências via PIX, que somaram R$ 1.835, sem que ela soubesse como a invasão ocorreu.
Outra moradora foi enganada por uma falsa empresa que dizia atuar em parceria com o Serasa para limpar restrições no CPF. Convencida da suposta regularidade do serviço, ela realizou três pagamentos que totalizaram mais de R$ 1 mil. Somente depois percebeu que os estelionatários continuavam solicitando novas taxas.
Os golpes envolvendo falsas centrais bancárias também continuam em alta. Em um dos registros, uma vítima recebeu uma ligação de um suposto atendente da Caixa Econômica Federal. Seguindo as orientações do criminoso, instalou um aplicativo que permitiu o acesso remoto ao seu celular. Em poucos minutos, foram realizados dois PIX que somaram R$ 3.995,50.
Outra modalidade que preocupa as autoridades é a fraude envolvendo processos judiciais. Uma moradora recebeu uma ligação de um homem que se passou por seu advogado e informou que ela teria uma quantia a receber na Justiça. Durante a conversa, o criminoso conseguiu acesso à conta bancária da vítima e transferiu R$ 5.796.
Situação semelhante foi registrada no Jardim Guarujá. A vítima acreditou estar falando com sua advogada e, posteriormente, com um suposto promotor de Justiça. Convencida de que precisava seguir procedimentos para receber valores de uma ação judicial, ela realizou transferências, aumentou o limite bancário, contratou um empréstimo e acabou enviando R$ 8.799 aos golpistas.
Os registros demonstram que os criminosos têm utilizado engenharia social para conquistar a confiança das vítimas, explorando anúncios em redes sociais, aplicativos de mensagens, ligações telefônicas e até informações sobre processos judiciais para aplicar os golpes.
A orientação é que a população desconfie de ofertas com preços muito abaixo do mercado, nunca realizar pagamentos antecipados sem verificar a procedência da negociação e evitar seguir orientações recebidas por telefone para instalar aplicativos ou acessar contas bancárias.
Em casos envolvendo processos judiciais, a recomendação é confirmar qualquer informação diretamente com o advogado responsável antes de realizar qualquer movimentação financeira.
A sequência de ocorrências reforça o alerta para que os moradores redobrem os cuidados diante das constantes tentativas de fraude que vêm sendo registradas no município.





