R$ 13 milhões sob suspeita: PF age em Santo Antônio de Posse e Mogi Mirim
A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira, 23, uma operação para apurar suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos do fundo de previdência de servidores municipais de Santo Antônio de Posse. O foco da investigação são aportes que somam cerca de R$ 13 milhões realizados em títulos financeiros de um banco privado.
Batizada de Operação “Moral Hazard”, a ação investiga possível gestão temerária no Regime Próprio de Previdência Social (RPPS) do município. Ao todo, foram expedidos seis mandados de busca e apreensão, cumpridos em Santo Antônio de Posse e também em Mogi Mirim.
Além das buscas, a Justiça determinou o afastamento de envolvidos de funções públicas e a indisponibilidade de bens. As medidas foram autorizadas pela 9ª Vara Federal de Campinas.
Indícios de irregularidades
Segundo a Polícia Federal, a investigação teve início após alerta da área técnica responsável pela supervisão dos regimes próprios de previdência, que identificou possíveis inconsistências na aplicação dos recursos.
Entre os principais pontos sob apuração estão o descumprimento de normas que regem esse tipo de investimento — especialmente regras relacionadas à segurança, liquidez e diversificação da carteira.
Outro fator considerado grave é a concentração excessiva de recursos em um único ativo. De acordo com as apurações, a política de investimentos do fundo previa limite de apenas 1% para aplicações em ativos bancários. No entanto, uma única operação teria ultrapassado significativamente esse teto, elevando o nível de risco da aplicação.
Risco ao dinheiro dos servidores
O caso levanta preocupação por envolver recursos destinados ao pagamento de aposentadorias e benefícios de servidores públicos. Especialistas apontam que a gestão desses fundos exige rigor técnico e respeito a critérios conservadores, justamente para garantir a sustentabilidade no longo prazo.
A investigação segue em andamento e busca esclarecer responsabilidades, além de apurar se houve dolo ou negligência na condução dos investimentos.
Até o momento, não houve divulgação oficial sobre eventuais prisões.






