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Gazeta Itapirense

Quase recorde: setembro de 2026 tem volume de chuva histórico em Itapira

Com 181,4 milímetros de precipitação, setembro de 2026 entrou para a história de Itapira como o segundo mês de setembro mais chuvoso desde o início dos registros pluviométricos do Serviço Autônomo de Água e Esgotos (SAAE), em 1998. O volume ficou apenas 1 milímetro abaixo do recorde histórico, de 182,4 milímetros, registrado em setembro de 2015.

Os dados constam na planilha histórica disponibilizada pela autarquia, que reúne os índices de precipitação registrados no município ao longo de quase três décadas. O levantamento evidencia o comportamento atípico das chuvas neste ano, especialmente por setembro ser tradicionalmente um dos meses mais secos do calendário climático da região.

O acumulado de 181,4 milímetros representa pouco mais de três vezes a média histórica de setembro, estimada em 59,8 milímetros. Isso significa que Itapira recebeu, em apenas um mês, um volume de chuva muito superior ao normalmente esperado para o período.

A proximidade com o recorde de 2015 chama a atenção. Naquele ano, o pluviômetro do SAAE registrou 182,4 milímetros, enquanto em 2026 o índice chegou a 181,4 milímetros, consolidando o segundo maior volume de precipitação para setembro em toda a série histórica apresentada.

Histórico revela grandes variações

A comparação dos dados desde 1998 mostra diferenças expressivas no comportamento das chuvas ao longo dos anos. Além dos registros de 2015 e 2026, outros períodos também apresentaram volumes elevados, como setembro de 2009, quando foram registrados 137 milímetros, e setembro de 2010, com 107,7 milímetros.

Em 2000, o acumulado chegou a 100,4 milímetros, enquanto em 2002 foram contabilizados 84,2 milímetros. Já em 2019, o índice foi de 66,5 milímetros, valor superior à média histórica do mês.

Na outra ponta, alguns anos apresentaram precipitações bastante reduzidas. Em setembro de 2005, por exemplo, não houve registro de chuva no pluviômetro do SAAE. Em 2004, foram apenas 4,8 milímetros, enquanto em 2021 o acumulado foi de somente 3,9 milímetros.

Volume chama a atenção

Setembro marca a transição entre o inverno e a primavera, quando Itapira e outras cidades da região costumam enfrentar períodos de estiagem e baixos índices pluviométricos. O volume registrado em 2026, entretanto, destoou significativamente desse padrão histórico.

Além da importância para a recuperação dos mananciais, a precipitação elevada exige atenção em relação à infraestrutura urbana. Chuvas intensas podem provocar alagamentos, elevar o nível de córregos e ribeirões e aumentar o transporte de terra, barro e sedimentos para os pontos de captação de água.

Para o SAAE, o monitoramento dos índices pluviométricos é uma ferramenta importante no planejamento das operações, especialmente diante das alterações na qualidade da água bruta que podem ocorrer após períodos de precipitação intensa.

Acumulado anual ultrapassa 1.150 milímetros

A planilha do SAAE também apresenta o acumulado anual de precipitação. Conforme os dados disponibilizados na tabela, Itapira registrava 1.159,6 milímetros em 2026, considerando os registros contabilizados até a atualização apresentada.

O volume anual demonstra a quantidade significativa de chuva acumulada no município, embora a distribuição ao longo dos meses seja fundamental para compreender os efeitos sobre os mananciais, a infraestrutura e o abastecimento.

Com o fechamento de setembro em 181,4 milímetros, Itapira passa a ter oficialmente, conforme a série histórica apresentada pelo SAAE, o segundo maior índice de precipitação para o mês desde 1998. O resultado deixa o registro de 2026 praticamente empatado com o recorde de 2015 e reforça a excepcionalidade das chuvas observadas neste período.

Os dados históricos podem ser consultados no site oficial do SAAE de Itapira.