PM prende ‘monstro’ condenado por importunação sexual contra a própria filha
Um homem procurado pela Justiça foi localizado e preso pela Polícia Militar na noite desta terça-feira, 11. A.A.A., que tinha contra si um mandado de prisão por importunação sexual foi encontrado em uma residência na Rua Índia.
Segundo informações da ocorrência, o homem tinha uma pena de 10 anos, um mês e 10 dias a cumprir em regime fechado. O crime de ato libidinoso foi praticado na presença da própria filha menor de 14 anos.
Conforme relatos colhidos junto às forças policiais, o ‘monstro’ ficava olhando ela tomar banho, furtou uma calcinha da menina, ficava se masturbando em sua frente e teria também a convidado para o ato sexual, que foi negado.

O condenado dizia para a filha que se ela contasse para alguém “iria ver muito sangue”.
Todas estas informações foram confirmadas pela menina e por sua mãe na época da denúncia, que acabou se transformando em condenação.
A Polícia Militar já tinha informações sobre a existência do mandado e vinha realizando diligências para localizar o procurado. As equipes estavam de posse de fotografias recentes e de informações sobre suas características físicas.
Durante as diligências, os policiais conseguiram identificar um possível endereço onde A. poderia ser encontrado. Ainda de acordo com o registro policial, horas antes da prisão, os agentes fizeram contato com uma pessoa que informou que ele estaria trabalhando como servente de pedreiro e que costumava retornar para casa em determinado horário, embora não soubesse indicar o local exato onde trabalhava.
Com base nas informações, o trabalho operacional prosseguiu. Próximo das 18h, a equipe formada pelo cabo PM Yan e soldado PM Moyses entrou em contato com a equipe DEJEM I-26303, composta pelo cabo PM Yuri e soldado PM Caroba, e repassou as informações sobre o procurado.
As duas equipes seguiram até o endereço levantado, onde havia um conjunto de residências. Inicialmente, os policiais observaram que o imóvel onde A. estaria permanecia com as luzes apagadas e sem movimentação aparente.
As equipes permaneceram posicionadas próximas aos acessos da residência. Em determinado momento, os policiais ouviram uma pessoa falando ao telefone, em voz baixa, no interior do imóvel.
O cabo PM Yan, então, abriu uma fresta da persiana existente na porta e utilizou a lanterna acoplada ao armamento para verificar o interior da residência. Segundo o registro da ocorrência, o policial reconheceu A. no local.

Os policiais determinaram que ele abrisse a porta, mas as ordens não foram atendidas. Durante as verbalizações, a equipe também visualizou sobre um sofá, próximo de onde o procurado estava, um objeto com características semelhantes às de uma pistola Glock.
Diante da possibilidade de o objeto ser uma arma de fogo e da proximidade de A. com o objeto, o cabo PM Yan rompeu o trinco da porta com um chute e entrou no imóvel para realizar a prisão e impedir que o homem tivesse acesso ao objeto.
Após a entrada dos policiais, A. recebeu novas ordens para se ajoelhar e colocar as mãos atrás da cabeça, mas, conforme o boletim, também não obedeceu. Houve resistência, sendo necessária a aplicação de técnicas de imobilização.

Na sequência, o soldado PM Moyses, juntamente com o cabo PM Yuri, realizou uma nova varredura no imóvel. Durante a busca, foram encontradas duas facas.
O objeto que inicialmente havia sido identificado como uma possível arma de fogo também foi verificado. Os policiais constataram que se tratava de uma réplica de airsoft, sem marca ou modelo identificados, com características semelhantes às de uma pistola Glock.
Ainda segundo a ocorrência, A. foi questionado sobre os objetos encontrados. Inicialmente, teria afirmado que não pertenciam a ele e que seriam de seu filho. Posteriormente, mudou a versão e declarou que havia ganhado os objetos em um jogo de azar.
O homem recebeu voz de prisão e, segundo a Polícia Militar, teve seus direitos constitucionais informados e garantidos. Familiares foram comunicados e compareceram ao local.
Após a prisão, A. foi levado à Central de Polícia Judiciária (CPJ) de Mogi Guaçu, onde a ocorrência foi apresentada à autoridade policial de plantão. Também foram entregues a réplica de airsoft e as duas facas localizadas no imóvel.
Após a formalização da ocorrência, o procurado permaneceu preso e à disposição da Justiça.






