Pular para o conteúdo principal

Gazeta Itapirense

Onda de golpes continua em Itapira: mais 5 vítimas caem em estelionatos

Cinco ocorrências de estelionato foram registradas em Itapira. Os casos têm em comum o uso de estratégias de engenharia social para enganar as vítimas, com criminosos se passando por amigos, familiares, advogados e funcionários de instituições financeiras.

Somados, os prejuízos relatados pelas vítimas chegam a pelo menos R$ 13.844,49. Em todos os casos, os pagamentos foram realizados por meio de Pix após as vítimas acreditarem nas informações repassadas pelos golpistas.

Um dos casos ocorreu em 2 de agosto. A vítima relatou à polícia que recebeu uma mensagem de um amigo pedindo que fossem realizadas duas transferências via Pix para uma determinada pessoa. O argumento utilizado era de que o dinheiro seria devolvido posteriormente em espécie.

Acreditando que realmente conversava com o amigo, a vítima fez duas transferências, de R$ 595,50 e R$ 1.000. Mais tarde, descobriu pelas redes sociais que o WhatsApp do amigo havia sido clonado e percebeu que havia sido enganada.

No dia 4 de agosto, outro morador procurou a polícia após cair em um golpe envolvendo falsos atendentes do Nubank. Segundo o relato, a vítima recebeu uma ligação e posteriormente mensagens pelo WhatsApp de pessoas que se apresentaram como funcionários do banco.

Seguindo as orientações dos criminosos, a vítima realizou diversas transferências de sua conta no Nubank para uma conta própria no PicPay. Na sequência, fez um Pix de R$ 4.999,99 para uma empresa que havia sido aberta recentemente. Depois, percebeu que se tratava de um golpe.

Ainda em 4 de agosto, outro caso envolveu falsos funcionários da Caixa Econômica Federal. A vítima recebeu uma ligação e mensagens informando que um Pix teria sido realizado de forma equivocada em sua conta.

Acreditando na história, a vítima seguiu as instruções recebidas, forneceu dados pessoais e realizou uma transferência de R$ 2.853 para a chave Pix indicada pelos criminosos. Posteriormente, descobriu que havia sido vítima de estelionato.

Outro golpe foi registrado em 6 de agosto. Neste caso, os criminosos se passaram pelo advogado da vítima e informaram que ela teria vencido uma ação judicial.

Acreditando na informação, a vítima seguiu as orientações recebidas e pediu ajuda à cunhada para realizar os procedimentos indicados pelos golpistas. Durante o processo, a cunhada clicou em um link enviado pelos criminosos, o que resultou em uma transferência via Pix de R$ 398.

Somente depois as vítimas perceberam que haviam sido enganadas.

O quinto caso ocorreu em 7 de agosto e envolveu a utilização da fotografia da filha da vítima no WhatsApp. O criminoso entrou em contato utilizando a imagem da familiar e conseguiu convencer a vítima de que realmente se tratava dela.

Acreditando estar conversando com a filha, a vítima realizou duas transferências via Pix, nos valores de R$ 1.998 e R$ 1.000. Posteriormente, descobriu que havia caído em um golpe.

Os cinco registros mostram diferentes abordagens utilizadas pelos criminosos, mas com uma característica em comum: a tentativa de criar uma situação de urgência ou confiança para levar a vítima a realizar transferências ou fornecer informações.

Os golpes envolveram desde contas de aplicativos de mensagens clonadas até falsos funcionários de bancos e supostos profissionais conhecidos das vítimas. Em alguns casos, os criminosos também utilizaram fotografias de familiares para aumentar a credibilidade das mensagens.

A orientação é que, diante de pedidos inesperados de transferência de dinheiro, o cidadão confirme a identidade da pessoa por outro meio antes de realizar qualquer pagamento. Também é importante desconfiar de ligações ou mensagens de supostos bancos que solicitem transferências, dados pessoais ou procedimentos fora dos canais oficiais.

Links recebidos por mensagens também devem ser evitados quando a origem não for confirmada. Em caso de dúvida, a recomendação é interromper o contato e procurar diretamente a instituição ou pessoa envolvida por canais conhecidos e seguros.

As ocorrências foram registradas e deverão ser investigadas pelas autoridades policiais.