Gazeta Itapirense

Nossa História: a família Pavinatto e a incomparável Panificadora São Jorge

Os menores ainda eram bem pequenos. O Renato, por exemplo, mal conseguia alcançar o balcão para atender os “fregueses”! Já o Flávio e o Paulo, um pouco maiores, se entendiam melhor com os afazeres diários da panificadora.

E ainda há quem diga que determinação não é sinônimo de sucesso, que trabalho não dá camisa para ninguém e que correr atrás do sonho é atraso de vida!

A ‘antiga’ Padaria São Jorge fica na esquina em frente de onde é a atual hoje em dia

Quando, na década de 80, o Sr Arlindo Pavinatto e seus filhos mais velhos, José Carlos e Bruno deixaram de exercer a profissão de motorista de caminhão no transporte de lenha de eucalipto e cana de açúcar para ingressarem no ramo da panificação, adquirindo a padaria que pertencia a Luis Raffi, certamente nem passou por eles o pensamento de um possível fracasso, já que o trabalho duro não era empecilho para nenhum deles.

Apenas um padeiro e um ajudante tocavam a produção dos pães na padaria, que não era onde é hoje não, mas ficava do outro lado da rua.

No balcão somente membros da família Pavinatto. O sistema de entrega era em domicílio, feita por eles mesmos, com o pão saindo quentinho da panificadora e, muitas vezes assim chegando até a casa do “freguês”, que tinha seu débito anotado em uma caderneta com pagamento mensal do produto que era recebido em casa – hoje este serviço é terceirizado gerando mais empregos e garantindo mais tranqüilidade aos comandantes do negócio.

Com o passar do tempo aquele singelo prédio existente na outra esquina se tornou pequeno e obsoleto para comportar a pujança dos Pavinatto. Era hora de ceder ao apelo do progresso e enfrentar aquela nova empreitada que o ramo lhes propunha.

Em 15 de julho de 1987 era inaugurado, e já entrando em funcionamento, o novo prédio, agora próprio e recém construído com a finalidade de abrigar a panificadora.

Amplo, moderno e perfeitamente capacitado para abrigar um número maior de trabalhadores e, conseqüentemente, aumentar sua produção diária, não só dos pães, mas também de todas aquelas guloseimas servidas diariamente nos balcões que, desde então, passaram a receber atenção redobrada dos proprietários.

Em 1998, mais precisamente no dia 13 de janeiro, um percalço inevitável assolou aquele estabelecimento. A perda do patriarca Arlindo Pavinatto deixava todos abalados, porém mais motivados a dar continuidade à obra por ele iniciada. Seu exemplo de bravura e honestidade deveria ser seguido por todos os filhos.

Hoje, décadas após o início da história, o balanço é extremamente positivo. Seus proprietários se tornaram empresários bem sucedidos e o estabelecimento é referência no ramo da panificação. Contam atualmente com funcionários tanto a área de venda como a de produção, que é dotada de equipamentos de última geração para o ramo da panificação.

É inquestionável que quando há empenho tudo é possível!                                                                                                  

 

  • Matéria publicada originalmente na versão impressa do jornal A Gazeta Itapirense em junho de 2011