Nível do Ribeirão da Penha sobe e coloca 3 bairros em sobreaviso
O nível do Ribeirão da Penha segue elevado e exigindo atenção constante dos órgãos responsáveis, embora, até o momento, não haja registro de situação crítica. O volume de água reflete as chuvas recentes e mantém algumas regiões da cidade em estado de sobreaviso, principalmente áreas historicamente mais vulneráveis a alagamentos.
Nesta quarta-feira, o ribeirão atingiu a marca de 2,27 metros de altura. De acordo com o coordenador do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE), José Bernardes, apesar do nível elevado, a situação permanece sob controle. “O rio está bem cheio, mas, por enquanto, sem grandes riscos. Estamos apenas com algumas regiões em estado de atenção”, explicou.
Segundo Bernardes, o cenário pode se alterar rapidamente caso ocorram chuvas intensas na região de Serra Negra, onde estão localizados os principais mananciais que alimentam o Ribeirão da Penha. “Se chover forte lá pra cima, essa água chega até aqui. Se o nível na captação alcançar cerca de três metros e continuar subindo, aí a situação já passa a ser preocupante, podendo entrar em estado crítico, com risco de alagamentos em áreas mais baixas da cidade”, alertou.

O SAAE informou que o monitoramento do ribeirão está sendo feito de forma contínua, especialmente em pontos considerados sensíveis. “Estamos acompanhando porque em alguns trechos há risco de alagamento, dependendo do comportamento do nível da água”, afirmou o coordenador.
As informações sobre a medição atual do principal manancial da cidade já foram repassadas à Defesa Civil e ao Corpo de Bombeiros, que também seguem atentos à evolução do cenário. “Esses dados foram compartilhados para que todos acompanhem a situação e possam agir rapidamente, se necessário”, destacou Bernardes.
Atualmente, os bairros considerados em área de risco são Assad Alcici, Jardim Soares e Nosso Teto, em razão do nível apresentado pelo ribeirão nesta quarta-feira. A orientação é para que moradores dessas regiões fiquem atentos a mudanças rápidas no volume de água, especialmente em caso de novas chuvas intensas nas próximas horas.
Até o momento, não há registro de transbordamentos ou necessidade de remoção de moradores, mas os órgãos municipais seguem em alerta preventivo.





