Nenhuma escola aparece e alunos seguem sem cursinho pré-vestibular em Itapira
Estudantes de Itapira que dependem do cursinho pré-vestibular gratuito da Prefeitura enfrentam mais um ano de incerteza — e atraso. Já na metade de abril, o serviço ainda não começou, comprometendo diretamente a preparação de quem sonha com uma vaga no ensino superior.
O problema veio à tona após o Pregão Eletrônico nº 022/2026, que previa a contratação de uma empresa para ministrar o curso preparatório presencial, ser declarado deserto, ou seja, sem interessados. A consequência prática recai sobre os alunos: enquanto isso, o tempo passa — e a preparação fica para trás.
Uma nova tentativa de contratação foi aberta por meio do Pregão Eletrônico nº 027/2026, com data marcada apenas para o dia 29 de abril. Na prática, isso significa que, mesmo em um cenário otimista, o início das aulas deve ocorrer ainda mais tarde, ampliando o prejuízo acadêmico.
O cursinho é voltado a estudantes que concluíram ou estão concluindo o ensino médio, principalmente da rede pública, muitos dos quais não têm condições de pagar por cursos particulares. A proposta inclui bolsas integrais e parciais, ampliando o acesso ao ensino superior — ao menos no papel.
Na realidade, o atraso coloca esses jovens em clara desvantagem. Em outras cidades e cursinhos privados, as aulas começaram ainda em fevereiro. Ou seja, enquanto alguns estudantes já acumulam meses de conteúdo, os alunos que dependem do programa municipal sequer tiveram o primeiro contato com as disciplinas.
Pra piorar aqui em Itapira nenhuma escola particular oferece cursinho, restando apenas o da Prefeitura.
A situação expõe falhas de planejamento e levanta questionamentos sobre a condução da política educacional no município. Afinal, o calendário dos vestibulares é amplamente conhecido e se repete ano após ano. Ainda assim, o processo de contratação não foi concluído em tempo hábil novamente para garantir o início regular das atividades.
Para muitos estudantes, o impacto vai além do atraso: trata-se da perda de competitividade em um cenário já desigual. Sem o suporte do cursinho, a disputa por vagas em universidades públicas e bolsas em instituições privadas se torna ainda mais difícil.
Enquanto isso, a expectativa agora recai sobre o novo processo licitatório — e sobre a capacidade da administração municipal de reverter um atraso que já compromete o futuro de dezenas de jovens.





