Gazeta Itapirense

Museu apresenta exposição sobre peixes pré-históricos e elos vivos da evolução  

O Museu de História Natural de Itapira abriu ao público essa semana a exposição “Ecos do Passado – A vida que resiste ao tempo”. Em cartaz até o dia 29 de março de 2026, a mostra reúne fósseis e materiais educativos que revelam como a vida aquática evoluiu ao longo de milhões de anos e como algumas espécies atuais ainda guardam características de seus ancestrais pré-históricos.

A exposição tem como eixo principal os fósseis de peixes da Bacia do Araripe, localizada na região do Cariri, no Nordeste do Brasil, reconhecida internacionalmente como um dos mais importantes sítios paleontológicos do mundo.

Os fósseis apresentados datam de aproximadamente 110 a 120 milhões de anos e revelam, com preservação excepcional, detalhes como escamas, ossos e nadadeiras. Esses registros permitem aos visitantes compreender como eram os ambientes aquáticos do período Cretáceo, época em que os dinossauros habitavam a Terra, além de auxiliar no entendimento da origem e diversificação dos vertebrados.

Parte do acervo em exposição foi incorporada ao museu por meio da doação de fósseis realizada pelo Lar São José, após uma palestra educativa promovida pela equipe do Museu de História Natural de Itapira na instituição. A iniciativa reforça a importância das ações educativas, do envolvimento da comunidade e da valorização do patrimônio científico e natural.

Para aproximar passado e presente, a exposição apresenta também o peixe vivente Polypterus endlicheri, conhecido como bichir. Considerado um “fóssil vivo”, o bichir mantém características semelhantes às de peixes ancestrais, como escamas primitivas e a capacidade de respirar ar, funcionando como um elo entre os fósseis do Araripe e os vertebrados atuais.

O percurso expositivo é ampliado com a presença de uma réplica do Archaeopteryx, um dos fósseis mais importantes da história da ciência, que reúne características de répteis e aves e simboliza um momento fundamental da evolução. Complementando esse diálogo, o esqueleto de uma rolinha, ave comum no Brasil, permite a comparação direta entre espécies extintas e atuais, evidenciando transformações evolutivas ao longo do tempo geológico.

Com linguagem acessível, recursos educativos e abordagem interdisciplinar, a exposição busca atender públicos de diferentes idades, incluindo estudantes, professores, famílias e turistas. A proposta é estimular a reflexão sobre evolução, tempo geológico, biodiversidade e a importância da preservação do patrimônio natural, fortalecendo o papel do museu como espaço de educação, cultura e turismo científico no município.

SERVIÇO
Exposição:
Ecos do Passado – Fósseis que Contam Histórias
Local: Museu de História Natural de Itapira
Período: Até 29 de março de 2026
Público: livre | indicada para visitas escolares
Visitação: De terça a sexta-feira das 8h às 11h20 e das 13h às 17h20. Domingos das 9h às 12h. Excepcionalmente em janeiro, em razão das férias escolares, o museu também abrirá às segundas-feiras das 13h às 17h20.