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Gazeta Itapirense

Morte de peixes: CETESB vistoria o Rio do Peixe e não identifica contaminação

A Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) realizou neste sábado, 08, uma vistoria no Rio do Peixe, em Lindóia, após a denúncia de uma grande quantidade de peixes mortos no curso d’água. A informação foi encaminhada à redação da Gazeta na noite de sábado, após a publicação da reportagem sobre a mortandade.

Segundo a CETESB, uma equipe técnica esteve no local para apurar a denúncia e verificar as condições do rio. Durante a vistoria, não foram encontrados indícios de lançamento irregular de substâncias que pudessem ter provocado a mortandade dos peixes.

A companhia informou ainda que os parâmetros analisados na água apresentaram resultados considerados normais, incluindo o pH e o nível de oxigênio dissolvido.

Apesar dos resultados encontrados durante a vistoria, a CETESB informou que continuará monitorando a situação no Rio do Peixe. A companhia não apontou, até o momento, uma causa para a morte dos peixes encontrados no trecho de Lindóia.

A manifestação do órgão ambiental ocorre após a preocupação provocada pelo aparecimento de uma grande quantidade de peixes mortos no rio, situação registrada por moradores e frequentadores da região.

O caso ganhou maior repercussão depois que Gabriel de Souza Cozaro, que estava de caiaque pelo Rio do Peixe, encontrou os animais mortos. Segundo ele, uma nova observação realizada neste sábado revelou uma quantidade ainda maior de peixes mortos.

Gabriel relatou à Gazeta que uma denúncia havia sido encaminhada à CETESB e que a Polícia Ambiental também havia sido acionada para acompanhar a situação.

Ainda segundo o relato, a intenção era verificar a extensão da ocorrência ao longo do Rio do Peixe, especialmente no trecho entre Lindóia e Socorro, na tentativa de identificar até onde era possível encontrar peixes mortos e obter informações que ajudassem a esclarecer a origem do problema.

Entre as espécies encontradas estavam cascudo, corimbatá, chamborê, piava-flamengo, campineiro, lambari, mandi-branco e mocinha.

A preocupação também alcança Itapira, já que o Rio do Peixe segue seu curso pelo município e passa por regiões conhecidas, como Ponte Nova, Ponte Preta, Barão Ataliba Nogueira e Duas Pontes.

Até o momento, não há confirmação de que a mortandade tenha sido provocada por contaminação ou pelo lançamento de alguma substância no rio. A vistoria realizada pela CETESB não identificou indícios desse tipo de ocorrência e apontou condições normais nos parâmetros de pH e oxigênio dissolvido analisados.

A companhia informou que seguirá monitorando o Rio do Peixe e orientou a população a comunicar eventuais irregularidades.

Denúncias ambientais podem ser feitas à CETESB pelo telefone 0800-500-1350.

A Gazeta seguirá acompanhando o caso e as novas informações que forem divulgadas pelos órgãos ambientais responsáveis.