Maria Rita Arruda Siqueira Bastos de Camargo: uma história que permanece viva
Maria Rita Arruda Siqueira Bastos de Camargo, minha bisavó, nasceu em 20 de agosto de 1921. Filha de Francisca Arruda e José Rodrigues de Siqueira Bastos, construiu uma história que permanece viva na memória e no coração de seus familiares.
Pelo lado materno, era neta de Quintiliano Arruda e Ana Ephigenia Pires de Almeida. Pelo lado paterno, era neta de José Rodrigues de Siqueira Bastos e Amália Bueno de Moraes, fazendeiros de ascendência portuguesa. Sua história familiar estava profundamente ligada à terra, ao trabalho e às gerações que ajudaram a construir suas raízes.
Em 1940, casou-se com Benedito Leite de Camargo, com quem constituiu sua família e teve quatro filhos: Arsileia Leite, Neusa Leite de Camargo, Odair Aparecido de Camargo e Ademir Leite de Camargo. Arsileia e Ademir faleceram ainda na infância, deixando marcas profundas na trajetória familiar.

Foi também avó de Odair Júnior (in memoriam), Wilson Rodrigo, conhecido como Digão, Allan e Fabiana.
Maria Rita foi afilhada de batismo de Carmella de Oliveira e Lázaro Andrade, nomes que também integram os primeiros capítulos de sua história. Alguns anos após seu nascimento, sua mãe, Francisca Arruda, casou-se com José de Oliveira Camargo, constituindo uma nova família.
Mulher de trabalho, dedicação e cuidado, Maria Rita trabalhou no Bairral como enfermeira e cuidadora, dedicando parte de sua vida à assistência e ao bem-estar de outras pessoas. Mas sua dedicação não se limitava ao trabalho. Quem conheceu sua história também se recorda de seu talento na cozinha. Tinha mãos habilidosas e encontrava prazer em preparar suas receitas e reunir a família em torno da mesa.

Talvez seja justamente nisso que sua memória permaneça de maneira tão especial: no amor colocado nas pequenas coisas, nos gestos cotidianos, nos sabores e nas lembranças que atravessam gerações.
Ao olhar para sua trajetória, é impossível não pensar em tudo o que veio depois dela. Em cada filho, neto, bisneto e em todos aqueles que carregam um pouco de sua história, muitas vezes sem sequer perceber.
Afinal, uma vida não deixa de existir na memória coletiva quando alguém parte. Ela continua nos nomes, nas fotografias, nas histórias contadas em família, nos costumes, nos traços e nos gestos que nos fazem recordar aqueles que vieram antes de nós.
A história de Maria Rita não se resume às datas de nascimento e aos registros de sua passagem pela vida. Ela faz parte da história de uma família, de suas raízes e de todas as gerações que vieram depois dela.

Bisavó Maria Rita, sua história não foi esquecida. Enquanto houver alguém para contar quem você foi, enquanto seu nome continuar sendo lembrado e enquanto existirem descendentes que preservem sua memória, sua presença continuará viva entre nós.
Não é possível oferecer-lhe um abraço ou desejar-lhe pessoalmente um feliz aniversário, mas há uma maneira de manter viva a presença de quem já partiu: preservar sua história e transmiti-la às próximas gerações.
Sua história permanece. Sua memória também.
Allan Fernando Libonatti Delgado Francisco de Camargo, Pesquisador, Escritor, estudante de Engenharia Civil e bisneto de Maria Rita.
Foi bisavó de Allan Fernando Libonatti Delgado Francisco de Camargo, Rafaella Delgado Francisco Candreva de Camargo, Thaina de Almeida Camargo Romano e Helena Brandão Pereira de Camargo, deixando seu legado representado também nas gerações que vieram depois dela.



