Mais uma “mina d’água” urbana: desperdício escancarado de dinheiro público
Mais uma vez, a reportagem da Gazeta foi acionada por moradores indignados com uma situação que já virou rotina na cidade: desperdício de água tratada correndo a céu aberto.
Desta vez, o problema está na rua Major David Pereira, nas proximidades do cruzamento com a rua XV de Novembro. No local, um buraco no asfalto se transformou em uma verdadeira “mina d’água” urbana. Há mais de três meses, segundo relatos de moradores, água limpa das tubulações do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) jorra ininterruptamente e segue direto para o bueiro instalado próximo ao antigo leito da FEPASA.
De acordo com um morador, a autarquia já foi comunicada diversas vezes. Todos os residentes da região teriam registrado pedidos formais de reparo, inclusive com protocolos abertos no SAAE. Ainda assim, nenhuma providência efetiva foi tomada até o momento.
O cenário causa revolta. Em tempos em que se fala tanto em crise hídrica, uso consciente da água e responsabilidade ambiental, é inadmissível que um vazamento de água tratada permaneça ativo por tanto tempo sem solução. Não se trata apenas de um problema técnico — é um retrato de má gestão.

Além do desperdício de um recurso essencial, há também o prejuízo financeiro. Água tratada custa caro. O processo envolve captação, tratamento químico, energia elétrica, manutenção de rede e mão de obra. Cada litro que escorre pelo asfalto é dinheiro público literalmente indo pelo ralo.
A situação também compromete o pavimento, podendo ampliar o buraco e gerar riscos a motoristas, motociclistas e pedestres. Ou seja: o que começa como um vazamento pode se transformar em mais gastos com recapeamento e manutenção viária — mais uma vez pagos pela população.
Um morador contou que o buraco era pequeno e saia pouca água, mas foi aumentando devido à passagem de veículos e saindo cada vez mais água.
A pergunta que fica é simples: se há protocolos abertos e conhecimento formal do problema, por que a solução ainda não veio? Falta equipe? Falta planejamento? Falta prioridade?
Enquanto isso, a “mina d’água” segue ativa — um símbolo visível de desperdício e de descaso administrativo.
A população aguarda uma resposta concreta, não apenas justificativas.
Enviamos mensagem para o Departamento de Comunicação da Prefeitura de Itapria para saber se havia alguma previsão de conserto mas, até a publicação da matéria, não recebemos resposta. Caso chegue, postaremos aqui.






