Itapira na contramão: cidade perde R$ 5,6 milhões em ICMS em 2025
Enquanto municípios da região celebram aumento expressivo nos repasses de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Prestação de Serviços), Itapira segue na contramão do desenvolvimento econômico e fecha o período de janeiro a dezembro como a única cidade com saldo negativo na arrecadação do imposto.
O levantamento do ICMS recebido pelos municípios da região mostra crescimento consistente em cidades vizinhas como Pinhal, Mogi Mirim, Amparo e Mogi Guaçu. Todas apresentaram aumento nos valores repassados entre 2024 e 2025, com percentuais que variam de 7,2% a 14,4%. Itapira, por outro lado, registrou queda de R$ 5.631.092,53 (cinco milhões, seiscentos e trinta e hum mil, noventa e dois reais e cinquenta e três centavos), o equivalente a uma retração de 5,5%, sendo o único município com desempenho negativo.
Pinhal lidera o ranking proporcional de crescimento, saltando de R$ 31.864.066,73 em 2024 para R$ 36.467.158,61 em 2025, uma alta de R$ 4,6 milhões. Mogi Mirim teve incremento ainda mais expressivo em valores absolutos, passando de R$ 119.490.927,23 para R$ 132.751.753,86, crescimento superior a R$ 13,2 milhões. Amparo também avançou, com aumento de R$ 11,3 milhões, enquanto Mogi Guaçu ampliou sua arrecadação em quase R$ 11 milhões.
Itapira, no entanto, saiu de R$ 102.691.841,07 em 2024 para R$ 97.060.748,54 em 2025. Além da queda nos repasses, o município também apresentou a pior variação do índice de participação, com recuo de 11,49% de 2022 a 2025, número que evidencia perda de competitividade econômica frente às cidades vizinhas.
O ICMS é diretamente influenciado pela atividade econômica, especialmente pela presença de indústrias, circulação de mercadorias e geração de empregos formais. Nesse cenário, os números reforçam uma crítica recorrente: a estagnação do processo de industrialização em Itapira.
A perda de ICMS não é apenas um dado contábil. Ela impacta diretamente áreas essenciais como saúde, educação, infraestrutura e serviços públicos. Menos recursos significam menos capacidade de investimento, agravando problemas já existentes e ampliando a sensação de abandono vivida por parte da população.
Os números do ICMS deixam claro que Itapira não apenas deixou de crescer, como regrediu em relação à região. Em um momento em que os municípios vizinhos avançam, a cidade paga o preço de anos sem planejamento econômico consistente, sem política industrial efetiva e sem protagonismo na disputa por investimentos.
O resultado é um alerta severo sobre o futuro financeiro do município e a urgência de mudanças profundas na condução do desenvolvimento local.



