Gazeta Itapirense

Itapira aplicou 83 doses da vacina contra a dengue sem registrar casos graves

A suspensão temporária da vacinação contra a dengue com o imunizante Butantan-DV, anunciada pelo Ministério da Saúde no último dia 8 de junho, não trouxe registros de casos graves em Itapira.

De acordo com dados da Secretaria Municipal de Saúde, foram aplicadas 83 doses da vacina no município e, até o momento, apenas reações leves foram observadas entre os imunizados.

A interrupção da estratégia de vacinação ocorreu por determinação do Ministério da Saúde em conjunto com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), após a identificação de eventos adversos raros que estão sendo investigados pelas autoridades sanitárias.

Segundo informações divulgadas pelo governo federal, foram registrados 42 casos com sinais de alerta após a aplicação da vacina, incluindo sintomas como dor abdominal intensa, vômitos persistentes e sangramentos. Desses episódios, três foram classificados como graves, sendo dois deles com evolução para óbito.

Apesar da preocupação, o Ministério da Saúde ressaltou que os casos representam apenas 0,008% das cerca de 500 mil doses aplicadas em todo o país até o final de maio. Além disso, ainda não existe comprovação definitiva de que os eventos registrados tenham sido causados diretamente pelo imunizante.

Em Itapira, o cenário é considerado tranquilo. De acordo com o levantamento municipal, nenhuma das 83 pessoas vacinadas apresentou complicações graves relacionadas à aplicação da dose. As ocorrências registradas envolveram apenas reações leves, consideradas compatíveis com campanhas de imunização.

A suspensão tem caráter preventivo e faz parte do processo de farmacovigilância, mecanismo utilizado para monitorar continuamente a segurança de vacinas e medicamentos após sua liberação para uso na população.

Enquanto a investigação segue em andamento, a orientação das autoridades de saúde é para que pessoas que já receberam a vacina permaneçam atentas apenas em caso de sintomas persistentes ou mais intensos, buscando atendimento médico se necessário.

A expectativa agora é pela conclusão das análises técnicas que irão determinar se existe ou não relação entre os casos investigados e o imunizante, definindo quando a vacinação poderá ser retomada em todo o país.