Hospital Municipal sem elevadores: pane expõe risco grave a pacientes
Uma situação alarmante escancarou, mais uma vez, a fragilidade estrutural do sistema de saúde pública em Itapira. Nesta sexta-feira, 17, os elevadores do Hospital Municipal ficaram fora de funcionamento, comprometendo diretamente o atendimento e colocando em risco a vida de pacientes.
A informação chegou à reportagem por meio de funcionários e usuários da unidade, que relataram o colapso total do sistema de transporte interno — algo básico em qualquer hospital. Sem elevadores, a consequência é imediata: pacientes não conseguem ser deslocados entre setores, o que inviabiliza desde procedimentos simples até situações de emergência.
Segundo apurado, caso houvesse cirurgias agendadas para o dia, elas precisariam ser canceladas. O motivo é evidente: sem acesso adequado aos centros cirúrgicos, não há como garantir o mínimo de segurança para os pacientes.
Mas o cenário se agrava ainda mais quando se fala em urgência. Em situações críticas, como a necessidade de transferência para a UTI ou atendimento emergencial, a ausência de elevadores pode ser determinante entre a vida e a morte.
Profissionais relataram que, em um caso extremo, procedimentos como intubação teriam que ser realizados no local onde o paciente estiver — sem as condições ideais e fora de um ambiente adequado.
A pane não é apenas um problema técnico. Ela revela uma falha estrutural grave na gestão de um serviço essencial. Hospital não pode parar — e muito menos operar de forma improvisada em momentos críticos.
Procurada, a Prefeitura informou, por meio do Departamento de Comunicação, “que a empresa responsável pela manutenção foi acionada e estava a caminho para avaliar o problema e realizar os reparos. A nota também afirmou que, naquele momento, não havia pacientes graves aguardando transferência para a UTI e que o setor de emergência estava vazio”.
A justificativa, no entanto, pouco ameniza a gravidade da situação. O fato de não haver pacientes em estado crítico naquele exato momento não reduz o risco potencial. A estrutura hospitalar precisa estar pronta para atender a qualquer hora — não apenas quando a demanda aparece.
O episódio levanta questionamentos inevitáveis: como um hospital inteiro fica sem elevadores? Onde está a manutenção preventiva? E, principalmente, por que problemas básicos continuam se repetindo em um setor tão sensível?
Mais do que um incidente pontual, o caso reforça a percepção de uma gestão que atua no limite — reagindo aos problemas, em vez de evitá-los. E, quando se trata de saúde pública, esse tipo de falha não é apenas administrativa: é uma questão de responsabilidade.
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