Grupo Gente de Fibra e Lions realizam ação de conscientização sobre fibromialgia
O Grupo Gente de Fibra e o Lions Clube de Itapira realizam neste sábado, 09, a partir das 9h, sua primeira grande ação de conscientização sobre a fibromialgia em Itapira. A mobilização acontecerá na Praça Bernardino de Campos e integra a campanha Maio Roxo, mês dedicado à conscientização sobre a doença.
A iniciativa contará com apoio dos integrantes do Lions Clube de Itapira, sob coordenação do presidente Paganini, fortalecendo o movimento que busca ampliar o debate sobre a realidade enfrentada diariamente por pessoas que convivem com dores crônicas.
Segundo os organizadores, o objetivo é informar a população sobre a fibromialgia, combater o preconceito e dar voz aos pacientes que muitas vezes sofrem em silêncio.

“A dor da fibromialgia não aparece. As pessoas lutam todos os dias para sobreviver com dores intensas 24 horas por dia”, relatam integrantes do grupo.
Além da ação deste sábado, o Grupo Gente de Fibra também pretende desenvolver projetos permanentes em Itapira, como terapias em grupo, palestras e atividades de acolhimento. Para isso, os organizadores estão buscando profissionais voluntários das áreas de educação física, fisioterapia, psicologia e demais especialidades ligadas à reabilitação de pessoas com dores crônicas.
A fibromialgia é uma síndrome caracterizada principalmente por dores musculares generalizadas, fadiga extrema, distúrbios do sono, ansiedade e dificuldades cognitivas. A doença atinge principalmente mulheres entre 30 e 50 anos, embora possa ocorrer em qualquer idade.

Com base nas estimativas populacionais e nos índices apontados pela Sociedade Brasileira de Reumatologia, acredita-se que entre 1.500 e 3.000 pessoas possam sofrer de fibromialgia em Itapira. O cálculo considera a população aproximada de 74 mil habitantes e a prevalência estimada da síndrome, que varia entre 2% e 4% da população.
Os participantes do movimento também denunciam dificuldades enfrentadas pelos pacientes no acesso ao tratamento.
“Estamos sem apoio por parte do SUS, sem direito a medicação adequada e consultas com especialistas da doença”, afirmam.
Outro ponto destacado pelo grupo é o avanço no reconhecimento dos direitos das pessoas diagnosticadas com fibromialgia. A partir de 2026, a legislação federal passou a reconhecer a condição como deficiência em determinadas situações, ampliando o acesso a direitos e políticas públicas específicas.
A expectativa dos organizadores é que a ação deste sábado seja o primeiro passo para fortalecer uma rede de apoio em Itapira e ampliar a conscientização sobre uma doença que, apesar de invisível aos olhos, impacta profundamente a vida de milhares de pessoas.






