Funcionários do ‘PPA do Cubatão’ são orientados a levar papel higiênico de casa
Um aviso fixado ao lado do relógio de ponto da Unidade Básica de Saúde Augusto Coraça, no bairro Cubatão, chamou a atenção de funcionários e usuários nesta semana. No recado, a orientação é direta: “Trazer papel higiênico para uso próprio”.
A unidade, também conhecida como ‘PPA do Cubatão’, atende diariamente dezenas de moradores da região. A mensagem exposta em área interna sugere que servidores e, indiretamente, pacientes, estariam enfrentando a falta de um item básico de higiene.
De acordo com informações encaminhadas à reportagem da Gazeta, na cozinha da unidade também teria sido afixado outro cartaz incentivando os funcionários a participarem de uma “vaquinha” para a compra de papel higiênico destinado ao uso na própria unidade de saúde.
A situação gerou indignação entre trabalhadores e usuários, que questionam como um equipamento público essencial pode enfrentar a ausência de um insumo tão básico. Para muitos, o episódio simboliza um cenário mais amplo de dificuldades enfrentadas por setores da administração municipal desde meados de 2025.

Relatos obtidos pela Gazeta apontam que outros próprios municipais também estariam registrando problemas semelhantes de abastecimento, o que reforça a percepção de fragilidade na gestão de insumos e planejamento logístico da Prefeitura.
A falta de papel higiênico em uma unidade de saúde vai além do desconforto: trata-se de uma questão de dignidade e de condições mínimas de funcionamento. Em um espaço destinado ao atendimento da população, especialmente em área da saúde, a ausência de itens básicos compromete a imagem do serviço público e expõe usuários e servidores a situações constrangedoras.
Procurado pela reportagem, o Departamento de Comunicação da Prefeitura informou que a Secretaria de Saúde realizou checagem e constatou que havia papel higiênico no estoque geral da pasta. Em nota, afirmou que “todos os postos estão devidamente abastecidos”.
Questionada especificamente sobre o cartaz fixado ao lado do relógio de ponto pedindo que funcionários levassem papel higiênico de casa, a administração respondeu que ainda vai verificar o motivo pelo qual o aviso foi colocado, uma vez que, segundo a versão oficial, havia material disponível em estoque.
Uma fonte, que prefere o anonimato, disse para nossa reportagem que um funcionário da Prefeitura “correu” abastecer o estoque tão logo a imagem e a notícia começaram a circular pela cidade.
A divergência entre o que foi relatado por servidores e usuários e o posicionamento da Prefeitura levanta dúvidas sobre a gestão e a comunicação interna da Secretaria. Enquanto isso, a imagem que fica para quem frequenta a unidade é a de improviso e desorganização em um serviço que deveria ser referência em cuidado e estrutura básica.
A reportagem seguirá acompanhando o caso e aguarda esclarecimentos adicionais sobre o abastecimento da unidade e eventual apuração interna sobre a colocação dos avisos.






