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Gazeta Itapirense

Escadaria vira retrato do abandono e revolta moradores

Uma escadaria que deveria facilitar a passagem dos moradores entre a Rua Argentina e a Rua Carmela Galli Papaleo, no Jardim Tropical, perto da Casa do Pão, acabou se transformando em motivo de reclamação e preocupação para quem vive nas proximidades.

A reportagem da Gazeta foi acionada e esteve no local na tarde de quarta-feira, 12.

A situação encontrada no local é de abandono. Ao longo do trecho, há acúmulo de lixo, restos de materiais de construção, galhos de árvores, resíduos orgânicos e até um aparelho de televisão descartado irregularmente.

Mas o problema que mais preocupa os moradores está na própria escadaria. Diversos degraus estão quebrados e, em alguns pontos, a estrutura de cimento simplesmente desapareceu. Onde antes havia passagem pavimentada, hoje há terra, mato e obstáculos que dificultam a circulação.

Onde era para ter degrau, hoje existe mato e buraco (Foto: Gilmar Carvalho)

O cenário transforma um caminho utilizado diariamente pela população em um trecho de risco, principalmente para idosos, crianças e pessoas com dificuldade de locomoção.

Em determinados pontos, o mato cresceu justamente onde deveriam estar os degraus. A passagem, que deveria oferecer segurança e facilitar o deslocamento entre as duas ruas, exige atualmente atenção redobrada de quem se arrisca a utilizá-la.

Outro problema relatado pelos moradores é a presença de água escorrendo pela escadaria, acompanhada de mau cheiro. Segundo os relatos, existe a suspeita de que o líquido possa estar relacionado a esgoto a céu aberto. A situação, além do incômodo causado pelo mau cheiro, levanta preocupação com as condições sanitárias do local.

À noite, a situação fica ainda mais complicada. Moradores relatam que a escadaria permanece em condições de pouca iluminação, deixando o trajeto escuro e aumentando a sensação de insegurança para quem precisa passar pelo local.

Diante das condições da escadaria, alguns moradores afirmam que estão sendo obrigados a mudar o caminho e utilizar a rua para chegar ao outro lado, aumentando o percurso e dificultando o deslocamento que antes poderia ser feito diretamente pela passagem.

A reclamação evidencia uma questão recorrente em áreas públicas: a falta de manutenção transforma um espaço que deveria servir à população em um obstáculo.

Não se trata apenas de estética. Degraus destruídos, mato, lixo, possível vazamento e falta de iluminação envolvem questões de segurança, mobilidade e qualidade de vida para os moradores da região.

O abandono também acaba potencializado pelo descarte irregular de lixo. A Prefeitura reconhece que esse problema ocorre no local, mas a responsabilidade pela conservação de uma área pública permanece como uma questão que precisa ser enfrentada pelo poder público.

Procurada pela reportagem da Gazeta, a Prefeitura informou, por meio do Departamento de Comunicação, que a Secretaria de Serviços Públicos incluiu a limpeza geral da área em sua programação para os próximos dias. A administração também destacou que ocorre descarte irregular de lixo no local.

Segundo a Prefeitura, o Secretaria de Planejamento Urbano e Obras esteve na escadaria para realizar um levantamento dos reparos necessários e informou que os serviços foram incluídos na programação.

O SAAE se fez presente e comunicou que deverá realizar reparos necessários no local.

A resposta indica que o problema foi finalmente identificado pelos setores responsáveis e que intervenções deverão ser realizadas. Resta, agora, saber quando os serviços sairão da programação e chegarão efetivamente à escadaria.

Enquanto isso, os moradores continuam convivendo com uma passagem deteriorada, suja, parcialmente tomada pelo mato e com pontos que oferecem dificuldade para quem precisa utilizá-la.

A situação da escadaria entre as ruas Argentina e Carmela Galli Papaleo é mais um exemplo de como a falta de manutenção preventiva pode transformar uma estrutura simples de mobilidade urbana em um problema para toda a comunidade.

Para quem mora na região, a expectativa é que a promessa de limpeza e reparos não fique apenas no papel e que a passagem volte a oferecer condições mínimas de segurança e acessibilidade para a população.