Em vez de comprar, Prefeitura vai gastar R$ 544 mil com aluguel de computadores
A decisão da Prefeitura de Itapira de optar pela locação de computadores para a Secretaria Municipal de Saúde, em vez da compra dos equipamentos, passou a ser alvo de questionamentos na Câmara Municipal. O contrato, homologado por meio do Pregão Eletrônico nº 42/2026, prevê a locação de 60 máquinas pelo período de 48 meses, com custo total de R$ 544.320 aos cofres públicos.
O contrato foi homologado em favor da empresa Copimaq Locações Ltda., pelo valor de R$ 189 mensais por computador. Ao todo, a Prefeitura desembolsará R$ 11.340 por mês, R$ 136.080 por ano e mais de meio milhão de reais ao final dos quatro anos de vigência.
O ponto que chama a atenção é que, encerrado o contrato, os equipamentos permanecem de propriedade da empresa locadora, salvo eventual previsão contratual em sentido diverso. Caso a necessidade dos computadores continue, o Município deverá realizar uma nova licitação para locação ou investir na aquisição de equipamentos.
Valor desembolsado permitiria aquisição de parque próprio
Levantamento realizado com base nos preços praticados no mercado mostra que uma estação de trabalho com especificações semelhantes — processador de geração atual, SSD NVMe de 512 GB, Windows 11 Pro, monitor Full HD de 21,5 polegadas, teclado e mouse — custa entre R$ 5 mil e R$ 6,5 mil.
Considerando o valor global previsto para o contrato, de R$ 544.320, seria possível adquirir um parque próprio de computadores e sobra dinheiro ainda (veja quadro). Mesmo levando em conta despesas futuras com manutenção e suporte técnico, a diferença entre possuir um patrimônio público ao final do investimento e não possuir nenhum equipamento após quatro anos passou a ser um dos principais pontos do debate.

Vereador cobra estudos que justifiquem a locação
Diante dos valores envolvidos, o vereador Tiago Fontolan protocolou requerimento solicitando esclarecimentos ao Poder Executivo.
Entre os questionamentos apresentados, o parlamentar quer saber quais estudos técnicos, econômicos e financeiros embasaram a decisão de optar pela locação durante quatro anos, em vez da aquisição dos equipamentos “Quais estudos técnicos, econômicos e financeiros demonstraram que a locação por 48 meses é mais vantajosa para o Município do que a aquisição de um parque próprio de computadores? Essa é a discussão central. Não se trata de afirmar que comprar é melhor ou que alugar é pior, mas de verificar se a Administração demonstrou, com estudos e planejamento, que a solução escolhida atende aos princípios da economicidade, eficiência e boa gestão dos recursos públicos”, afirma.
Segundo o requerimento, o objetivo é verificar se a Administração demonstrou que a escolha atende aos princípios da economicidade, eficiência e boa gestão dos recursos públicos.





