‘Elefante branco’ de Toninho Bellini, Mercadão é alvo de ladrão de fio de cobre
O Mercado Municipal de Itapira, cuja reforma já deveria ter sido entregue à população há mais de dois anos, voltou a chamar a atenção, mas não por avanços na construção. Desta vez, o local foi palco de uma tentativa de furto de fios de cobre.
A ocorrência foi registrada na manhã do último domingo, dia 21, por volta das 6h, na Rua Campos Sales, onde está localizado o futuro Mercadão Municipal.
Segundo o relato do vigilante responsável pela segurança do local, um homem teria invadido a área da obra e arrancado parte da fiação elétrica. Aproximadamente cinco metros de fios de cobre foram cortados e separados para serem levados. O criminoso, no entanto, acabou fugindo ao perceber a presença do vigia, abandonando no local tanto o material já retirado quanto as ferramentas utilizadas na ação.
Após acionar a Guarda Municipal, o vigilante continuou atento à movimentação nas proximidades. Cerca de 40 minutos depois, o mesmo indivíduo teria retornado ao entorno da obra, observando o ambiente possivelmente em busca de uma nova oportunidade para concluir o furto.
Quando a equipe da Guarda Municipal chegou ao local, recebeu as informações e realizou a abordagem do suspeito de 37 anos. Durante vistoria na área indicada pelo vigia, os agentes localizaram os fios de cobre que haviam sido arrancados da estrutura.
O homem foi conduzido ao plantão policial juntamente com o material recuperado. Após análise da autoridade policial, ele foi autuado em flagrante por tentativa de furto qualificado, já que teria escalado um muro de aproximadamente dois metros de altura e danificado parte da estrutura para acessar e retirar os fios.
O episódio escancara uma situação que tem sido alvo de constantes críticas da população. Com mais de dois anos de atraso em relação ao cronograma inicialmente previsto, o Mercado Municipal se transformou em um símbolo da lentidão das obras públicas em Itapira e da gastança desnecessária de dinheiro do contribuinte itapirense por parte do prefeito Toninho Bellini. Foram investidos mais de R$ 8 milhões no local.
Enquanto comerciantes e moradores aguardam a conclusão do espaço, que deveria impulsionar a economia local e revitalizar a região central, o empreendimento segue fechado, acumulando custos de vigilância, manutenção e agora também prejuízos provocados por ações criminosas.
A tentativa de furto demonstra que o longo período de espera não apenas impede a utilização do espaço pela população, mas também aumenta os riscos de depredação e invasões. Afinal, uma obra parada ou excessivamente demorada acaba se tornando um alvo cada vez mais atrativo para criminosos.
Passados mais de dois anos além do prazo esperado para a entrega, a pergunta que continua sem resposta é a mesma feita por muitos itapirenses: quando o Mercadão finalmente deixará de ser um canteiro de obras para se transformar em realidade?





