Dona Belinha: uma história que permanece viva na memória da família
Algumas pessoas partem, mas permanecem presentes de uma maneira que o tempo não consegue apagar. É assim que a família se lembra de Anna Izabel Libonatti Candreva, carinhosamente conhecida como Dona Belinha, nascida em 9 de julho de 1915.
Mulher de presença marcante, forte, elegante e vaidosa, Dona Belinha construiu uma trajetória profundamente ligada à família e às suas raízes. Sua história atravessa gerações e permanece viva nas lembranças, fotografias, documentos e, principalmente, nas pessoas que vieram depois dela.
Filha de Vicente Libonatti, descendente de italianos da região da Puglia, e de Herminia Machado, natural de Mogi Mirim, Dona Belinha carregava uma história familiar formada por diferentes caminhos e origens. Entre seus antepassados estavam Francesco (Francisco) Libonatti, natural de Ritinha ( e seus pais de Spezzano Albanese) , e Maria Vicencia Cacozza Grossi, da Puglia, além de Joaquim Ignácio Machado e Maria Marcolina das Dores Rocha, naturais da cidade de São Paulo.
Em 1º de setembro de 1934, Anna Izabel uniu sua vida à de Lázaro Candreva, dando início a uma família que cresceria e se espalharia por diferentes gerações. Dessa união nasceram José Maria Candreva, o Chineizinho; Nelson Candreva, o Nelson Enfermeiro; Neide Candreva Berloffa; Benedita Candreva Caversan, a querida Ditinha Caversan, esposa do saudoso Darcy Caversan; e Vicente Lourenço Candreva, o Vicente da Autoescola.

Sua descendência hoje se estende por filhos, netos, bisnetos e demais familiares, levando adiante não apenas o sobrenome, mas também as histórias e os valores daqueles que vieram antes.
As lembranças deixadas por Dona Belinha destacam uma mulher que gostava de estar bem-arrumada e cuidava de sua aparência com vaidade e elegância. Era descrita como uma mulher bonita, determinada e de personalidade forte, alguém cuja presença despertava, ao mesmo tempo, respeito, carinho e admiração, tinha grande carinho, cuidado e amor pela sua sogra Dona Rosa Leite Candreva.
Entre os seus descendentes está eu, Allan, que tive a oportunidade de conhecê-la ainda na primeira infância. Embora Dona Belinha tenha partido quando eu tinha apenas três anos, algumas lembranças permaneceram. Pequenos fragmentos de uma convivência breve, mas suficientes para despertar, muitos anos depois, o desejo de conhecer mais profundamente a mulher que existiu antes de mim.

Foi por meio da pesquisa familiar que essa aproximação ganhou novos caminhos. Fotografias antigas, certidões, registros, documentos e relatos de familiares passaram a revelar detalhes de sua vida e de meus antepassados. A genealogia, nesse sentido, tornou-se mais do que uma busca por nomes e datas: tornou-se uma forma de reencontro com a própria história.
Conhecer Dona Belinha através desses vestígios é compreender também a trajetória de uma família e das gerações que vieram antes. Cada documento encontrado ajuda a reconstruir um pouco de sua caminhada; cada fotografia devolve um rosto ao passado; cada história contada pelos familiares impede que sua memória se perca.
Hoje, Anna Izabel Libonatti Candreva continua presente na família através de seus descendentes e das histórias que ainda são contadas sobre ela. Seu nome atravessou décadas e permanece ligado à memória de uma mulher que ajudou a construir uma família e deixou marcas profundas em gerações que nem chegou a conhecer.

A saudade faz parte dessa história, mas há também gratidão. Gratidão por tudo aquilo que Dona Belinha viveu, construiu e transmitiu, mesmo sem saber que, décadas depois, seus descendentes continuariam procurando conhecer e preservar sua trajetória.
Porque algumas histórias não terminam com a morte. Elas continuam nas fotografias guardadas, nos documentos antigos, nos sobrenomes herdados e na memória daqueles que se recusam a deixar o passado desaparecer.

Anna Izabel Libonatti Candreva, Dona Belinha, permanece assim: não apenas como um nome em uma árvore genealógica, mas como parte viva da história de sua família.
Por seu bisneto, como forma de homenagem, memória e preservação de sua história.
Allan Fernando Libonatti Delgado Francisco de Camargo
Pesquisador genealógico • Estudante de Engenharia Civil • Escritor





