Destruído e sem investimentos, SAAE deixou metade da cidade com falta de água
A falta de água voltou a preocupar moradores de Itapira. Em comunicados divulgados nas redes sociais da Prefeitura nesta sexta-feira, 09, o SAAE informou que os reservatórios das regiões do Braz Cavenaghi e dos Prados estavam com níveis reduzidos devido ao aumento do consumo provocado pelo calor intenso.
Na região do Braz Cavenaghi, o alerta abrange os bairros Braz Cavenaghi, Hélio Nicolai, Alonso Carmona, Jardim Esmeralda, Mario Cega, Teixeira, Boa Vista I e II, Morada do Sol, Rubens Ferian, Codes e Pires.
Já na região dos Prados, os possíveis problemas de baixa pressão ou falta de água podem atingir os bairros Prados, Jardim Paraíso, José Secchi, Jardim Guarujá, Camboriú, Parque Felicidade, José Tonolli, Istor Luppi, Araucárias I e II, Adélio Fuin, trecho da Rua Lindóia, Jardim Progresso e Santo Expedito.
O resultado foi baixa pressão nas torneiras e falta de água em praticamente metade da cidade. O que não faltaram foram reclamações da população que está cansada com a situação que já se tornou uma triste rotina.
A autarquia informou que as equipes monitoravam os sistemas e adotavam medidas para normalizar o abastecimento. Embora as altas temperaturas aumentem a demanda, a situação levanta questionamentos sobre a estrutura disponível para atender à população e os investimentos realizados pela administração do prefeito Toninho Bellini.
Um dos pontos que preocupam é o desperdício de água na distribuição. Dados do saneamento indicam que Itapira registrou perdas de 49,28% em 2023 e de 51,1% em 2024. Os índices reforçam a necessidade de medidas para combater vazamentos, substituir tubulações e melhorar a eficiência da rede.
Outro tema em discussão é a nova captação de água no Rio do Peixe, projeto de R$ 33 milhões que prevê transportar água até a atual Estação de Tratamento de Água (ETA). A obra busca ampliar a disponibilidade de água bruta e criar uma alternativa ao abastecimento pelo Ribeirão da Penha.
Entretanto, a iniciativa também levanta uma questão importante: para que captar mais água se não tem capacidade de tratar nem a quantidade oferecida hoje pelo Ribeirão da Penha.
A estrutura de tratamento da ETA (Estação de Tratamento de Água) não está conseguindo acompanhar a demanda de Itapira.
Sem contar que mais da metade do que é tratado se perde em vazamentos que demoram até seis meses para serem consertados. Depois que o vazamento é arrumado, mais alguns meses são necessários para que a cratera aberta receba massa asfáltica.
Diante desse cenário, a Prefeitura e o SAAE precisam esclarecer quais investimentos estão previstos para ampliar a capacidade de tratamento, reduzir as perdas na rede e garantir o abastecimento diante do crescimento da cidade.
A nova captação pode contribuir para aumentar a segurança hídrica do município, mas seu resultado dependerá de um planejamento que contemple todas as etapas do sistema.
Para os moradores dos bairros afetados, a principal expectativa é que as medidas adotadas garantam um fornecimento regular, sem que o problema se repita a cada período de calor intenso.





