Gazeta Itapirense

Dengue em queda: Itapira sai de mais de 10 mil casos em 2024 para menos de 700 em 2025

A dengue segue como um dos principais desafios de saúde pública em Itapira e os números oficiais escancaram uma mudança importante no cenário da doença quando se compara o fechamento de 2024 com o balanço parcial de 2025. Os dados mais recentes reforçam tanto a redução significativa de casos quanto a permanência de situações graves, como os óbitos confirmados, exigindo atenção contínua da população e do poder público.

Em 2024, Itapira enfrentou um dos anos mais críticos da série recente. Ao final do período, foram registradas 15.002 notificações de dengue. Deste total, 10.802 casos foram confirmados, enquanto 4.200 acabaram descartados após investigação. Infelizmente cinco óbitos foram confirmados ao longo do ano, evidenciando a gravidade da epidemia vivida pelo município.

Já em 2025, até o boletim divulgado ontem, o cenário mostra uma queda expressiva nos números gerais. Foram contabilizadas 1.984 notificações, com 665 casos confirmados de dengue. Não há óbitos em investigação neste período, mas três mortes foram oficialmente confirmadas, todas em pacientes idosos e com comorbidades. As notificações ainda seguem em andamento, o que indica que os dados podem sofrer alterações conforme novas confirmações ou descartes ocorram.

A redução no volume de casos chama atenção. Em comparação direta, Itapira registrou em 2025 cerca de 94% menos notificações do que em todo o ano de 2024, além de uma queda superior a 90% no número de casos confirmados.

O dado sugere impacto positivo das ações para combater o mosquito Aedes aegypti, maior conscientização da população e intensificação das estratégias de vigilância e controle adotadas pela Secretaria Municipal de Saúde.

Apesar da queda expressiva nos números, os óbitos registrados em 2025 reforçam que a dengue continua sendo uma doença potencialmente fatal, especialmente entre pessoas mais vulneráveis. Foram confirmadas três mortes no ano passado: um homem de 74 anos, que faleceu no dia 13 de abril no Hospital Municipal e apresentava diabetes, hipertensão e câncer; uma mulher de 80 anos, que morreu no dia 18 de março também no Hospital Municipal, com comorbidades; e uma mulher de 84 anos, que faleceu no dia 31 de maio na Santa Casa, igualmente com histórico de doenças associadas.

Os sintomas mais comuns da dengue seguem sendo febre, dor de cabeça, dor no fundo dos olhos, dores nas articulações, fraqueza, manchas vermelhas na pele, náuseas e vômitos. A orientação das autoridades de saúde é clara: ao apresentar febre acompanhada de dois ou mais desses sintomas, a pessoa deve procurar imediatamente uma unidade de saúde para avaliação médica.

Mesmo com a melhora expressiva nos indicadores, a Vigilância Epidemiológica reforça que o combate à dengue depende diretamente do envolvimento da população. A eliminação de criadouros do mosquito, como recipientes que acumulam água, continua sendo a principal forma de prevenção. Manter quintais limpos, caixas d’água bem vedadas e ralos protegidos é essencial para evitar novos surtos.