Cena chocante: vídeo mostra infestação de baratas na cozinha do Hospital Municipal
A situação do Hospital Municipal de Itapira chegou a um nível alarmante e revoltante. Um vídeo enviado à reportagem da Gazeta escancarou uma realidade considerada inadmissível dentro de um ambiente hospitalar: uma infestação de baratas na cozinha responsável pela preparação das refeições servidas diariamente a pacientes, seus acompanhantes e funcionários.
As imagens são extremamente fortes. Enquanto grandes panelões produzem comida em fogões industriais visivelmente deteriorados, dezenas de baratas circulam livremente pelo local. Há insetos de todos os tamanhos — grandes, pequenas e filhotes — caminhando sobre os fogões acesos, próximos às panelas onde os alimentos estão sendo preparados.
O vídeo causa indignação justamente pelo risco sanitário imposto às pessoas que dependem diariamente da alimentação produzida naquele espaço. Pacientes internados, muitos deles debilitados, acompanhantes e trabalhadores do hospital estariam potencialmente expostos à contaminação em um ambiente tomado por insetos e marcado por sinais evidentes de abandono estrutural.
As imagens mostram ainda o estado deplorável dos fogões industriais, cobertos por ferrugem, gordura acumulada, buracos e pintura desgastada. Embaixo dos equipamentos, utensílios utilizados no preparo dos alimentos, como escorredores de macarrão e legumes, ficam armazenados a poucos centímetros das baratas.
Outro detalhe considerado gravíssimo é a existência de um ralo sem tela de proteção logo abaixo de um dos fogões, o que pode facilitar ainda mais a entrada de baratas e outros animais peçonhentos para dentro da cozinha hospitalar.
O cenário impressiona também pela naturalização do problema. Funcionárias da cozinha continuam trabalhando enquanto as baratas caminham pelo fogão em meio ao calor intenso. Durante a gravação, uma delas reage assustada:
— “Meu Deus do céu”.
Outra completa:
— “Ai, que horror”.
A sensação transmitida pelas imagens é de que o ninho dos insetos estaria alojado nos vãos dos próprios fogões industriais.

A denúncia levanta questionamentos severos sobre a condução da saúde pública municipal durante a gestão do prefeito Toninho Bellini. O vídeo reforça críticas que já vinham sendo feitas há meses sobre o abandono estrutural do Hospital Municipal, considerado por muitos um dos setores mais sensíveis da administração pública.
É difícil compreender como um hospital municipal que chegou a ser referência em saúde pública no estado chegou a esse nível de deterioração sanitária sem que providências efetivas tivessem sido tomadas anteriormente. Mais grave ainda é imaginar que pacientes possam estar consumindo refeições preparadas em um ambiente infestado por baratas.

A situação também gera preocupação sanitária imediata. Baratas são conhecidas por transportar bactérias, fungos e agentes contaminantes capazes de provocar doenças graves, especialmente em ambientes hospitalares onde há pessoas imunossuprimidas, idosos e pacientes em recuperação.
Prefeitura diz que dedetização já estava programada
Após receber o vídeo, a reportagem da Gazeta encaminhou as imagens ao Departamento de Comunicação da Prefeitura. Pouco tempo depois, a própria fonte que enviou o material informou que a direção do Hospital Municipal havia contratado às pressas um serviço de dedetização para combater a infestação.
A informação foi repassada à Prefeitura, que negou qualquer ação emergencial e afirmou que o serviço já fazia parte de um cronograma previamente estabelecido.
Em nota, o Departamento de Comunicação informou:
“A direção técnica do Hospital Municipal informou que os serviços de desinsetização, desratização e higienização são feitos com regularidade. O serviço já estava programado para essa semana, atendendo ao que foi solicitado no dia 13 de abril de 2026 para a empresa vencedora da licitação para esse objeto.”
Apesar da justificativa oficial, chama atenção o fato de a dedetização ocorrer justamente após o vídeo chegar ao Departamento de Comunicação via Gazeta. A coincidência inevitavelmente levanta dúvidas sobre a real situação do controle sanitário dentro da unidade.
Problemas no Hospital Municipal vêm se acumulando
A infestação na cozinha não surge como um fato isolado. Ao longo de 2026, o Hospital Municipal de Itapira acumulou denúncias relacionadas ao abandono estrutural da unidade.
Relatos apontaram infiltrações, mofo, goteiras em quartos, paredes deterioradas e até água escorrendo em áreas consideradas extremamente sensíveis, como o centro cirúrgico. Houve ainda registros de desativação de leitos devido às condições inadequadas encontradas em determinados setores.
Dentro desse cenário de deterioração, a cozinha hospitalar também passou a ser alvo de denúncias relacionadas às condições sanitárias e operacionais do espaço.
Vereador Tiago Fontolan vinha cobrando providências
Em meio às denúncias, o vereador Tiago Fontolan tem a principal voz de cobrança por melhorias no Hospital Municipal.
O parlamentar realizou fiscalização presencial na unidade e também levou o tema oficialmente à Câmara Municipal por meio do Requerimento nº 45/2026, solicitando informações detalhadas ao Poder Executivo e o envio do relatório produzido pelo Conselho Municipal de Saúde após vistoria realizada no hospital.
Além disso, o Conselho Municipal de Saúde também esteve na unidade para verificar as condições encontradas, realizando apontamentos relacionados à estrutura hospitalar e ao funcionamento da cozinha.
As denúncias motivaram ainda pedidos de atuação da Vigilância Sanitária municipal e estadual para apuração das condições sanitárias do local.
Diante das imagens agora reveladas, cresce a pressão para que a administração municipal apresente respostas concretas e imediatas sobre o estado do Hospital Municipal, especialmente em um setor tão






