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Gazeta Itapirense

Bebê de 11 meses é internado com fraturas, hematomas e infecção  

Um bebê de 11 meses foi encaminhado para atendimento médico e permaneceu internado em observação após uma denúncia de possíveis maus-tratos e abandono de incapaz. O caso mobilizou a Guarda Civil Municipal e o Conselho Tutelar na tarde desta quarta-feira,26.

O caso ocorreu no bairro rural do Cercado Grande.

A ocorrência teve início depois que o Conselho Tutelar foi acionado para verificar a situação da criança, após um vizinho relatar que o menino estaria chorando havia cerca de três dias.

Chegando pelo local foi constatado que o pai e a mãe tem 60 e 40 anos de idade respectivamente e que ambos são surdos.

Segundo as informações apuradas no decorrer da ocorrência, a criança apresentava um quadro acentuado de assaduras e havia sofrido uma queda da cama aproximadamente cinco dias antes. De acordo com o relato apresentado pelo pai às conselheiras, a queda teria acontecido depois que a criança rolou para uma parte da cama cujo estrado estava quebrado e havia afundado.

A criança foi então levada para o Hospital Municipal.

Os guardas municipais Florence e Marchioretto foram acionados para verificar a situação.

Ainda conforme os dados repassados pela equipe que acompanhava o atendimento médico, exames apontaram fraturas em duas costelas, hematoma na cabeça e edemas nos dois braços. Também foi identificada uma infecção, sendo necessária a permanência da criança sob cuidados médicos.

No momento do acompanhamento realizado pela Guarda Civil Municipal, o relatório médico definitivo ainda não havia sido concluído, pois a equipe aguardava os laudos dos exames. A criança recebeu medicação e permaneceu em observação enquanto aguardava uma vaga para transferência para uma unidade hospitalar especializada, por meio do sistema de regulação.

Durante a ocorrência, as conselheiras tutelares retornaram à residência acompanhadas da equipe da Guarda Municipal para verificar as circunstâncias relatadas pela família. No imóvel, o pai mostrou aos agentes e às conselheiras a cama que, segundo ele, apresentava o estrado quebrado.

Após a avaliação da situação, as conselheiras solicitaram que o pai retornasse ao hospital para acompanhar o filho. A mãe também foi ao local, mas não permaneceu no interior do pronto-socorro porque a unidade permite apenas um acompanhante por paciente.

O Conselho Tutelar informou que dará continuidade às providências de proteção à criança, incluindo a busca por familiares que possam eventualmente oferecer suporte durante o período de internação.

As circunstâncias envolvendo a queda e o período em que a criança permaneceu sem atendimento médico serão apuradas pelos órgãos competentes. O Conselho Tutelar também deverá registrar a ocorrência na delegacia após receber o relatório médico final.

Até o momento, as informações disponíveis não permitem concluir, por si só, a existência de uma agressão intencional. O caso deverá ser investigado para esclarecer as circunstâncias das lesões, verificar eventual responsabilidade e definir as medidas necessárias para garantir a segurança e a proteção do bebê.