Após inércia da Prefeitura, PM e Conseg vão agir pra tentar frear furtos no HM
A onda de furtos no entorno do Hospital Municipal um novo capítulo — e escancarou ainda mais a falta de ação do poder público. Após a repercussão dos casos e da postura da Prefeitura, que descartou a instalação de câmeras de monitoramento, a resposta veio de fora do Executivo: a Polícia Militar do Estado de São Paulo e o Conseg (Conselho Comunitário de Segurança) decidiram chamar a responsabilidade que deveria ser do próprio município.
A preocupante e revoltante situação de abandono por parte do poder público foi exposta com exclusividade em matérias na Gazeta.
Foi marcada para a próxima terça-feira, 24, às 19h, uma reunião de segurança na Secretaria de Saúde, localizada na Rua Vitório Coppos, nº 122, no bairro São Benedito. O encontro é aberto a moradores, comerciantes, representantes de associações e integrantes do HM e está tendo apoio da secretária de Saúde, Dra. Maria Sueli Longhi.
A iniciativa surge como uma tentativa de organizar a própria comunidade diante de um problema que já deveria ter sido enfrentado pela administração municipal. Enquanto a Prefeitura se limita a afirmar que “não há previsão” de instalação de câmeras, moradores e pessoas que vão ao HM seguem convivendo com prejuízos e insegurança.

Durante a reunião, a Polícia Militar deve apresentar ações como intensificação de rondas, visitas solidárias e orientações para prevenção de furtos e roubos. Também está prevista a discussão sobre a implantação do programa Vizinhança Solidária, estratégia baseada na colaboração entre moradores para aumentar a vigilância e dificultar a ação de criminosos.
A mobilização evidencia um cenário desconfortável para o Executivo: foi preciso que forças de segurança e a própria população se organizassem para tentar resolver um problema básico, enquanto a Prefeitura, comandada por Toninho Bellini, optou por não adotar nem mesmo medidas simples, como a instalação de câmeras em pontos críticos.
O contraste é evidente. De um lado, moradores, funcionários e usuários do HM que relatam medo constante ao estacionar nas proximidades do hospital. De outro, uma administração que, mesmo após alertas públicos e novas ocorrências, preferiu não agir.
A reunião desta terça-feira deve servir não apenas para discutir soluções emergenciais, mas também como termômetro da insatisfação popular. Afinal, quando a população e a Polícia Militar precisam assumir o protagonismo, fica a pergunta no ar: onde está o poder público municipal?







