Após auge em ano eleitoral e redução em 2025, Parque Rock pode não acontecer em 2026
Faltando poucos dias para o período em que tradicionalmente acontece o festival, a Administração Municipal ainda não confirmou a realização do Parque Rock 2026, situação inédita desde sua criação, em 2022.
A Gazeta vem tentando, desde segunda-feira, 29, uma posição oficial junto ao Departamento de Comunicação da Prefeitura para saber se o festival será mantido neste ano, porém, até o fechamento desta reportagem, não houve qualquer resposta.
Além do silêncio oficial, outro fator chama a atenção: não existe nenhuma publicação nas redes sociais da Prefeitura ou da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo anunciando a programação, atrações ou qualquer informação relacionada ao Parque Rock, algo que sempre ocorria com antecedência nas edições anteriores.
O cenário alimenta a expectativa de que a edição de 2026 poderá simplesmente não acontecer.

Mudança de cenário após a reeleição
O Parque Rock ganhou projeção durante a gestão do prefeito Toninho Bellini e teve seu auge justamente em 2024, ano eleitoral. Na ocasião, a Prefeitura investiu em uma estrutura ampliada, com dois palcos e atrações nacionais de grande expressão, transformando o Parque Juca Mulato em um dos maiores polos de eventos da região.
Na sexta-feira, a banda Paralamas do Sucesso levou mais de 10 mil pessoas ao Parque, formando um público que ocupou estacionamentos improvisados em diversos pontos da cidade, como as proximidades do Asilo São Vicente, Educandário Nossa Senhora Aparecida, Praça Riachuelo e Viaduto Tiradentes. Antes da principal atração, se apresentaram a Banda Sinfônica Lira Itapirense e o grupo itapirense The Rolling Pappers.
No sábado, cerca de seis mil pessoas acompanharam os shows das bandas Workshop do Instituto Rodrigo Souza, Rockers, Clint, Boneca de Cera, Mão de Morsa, Trilogia Urbana, Queen Cover e Flor de Lótus, antes da apresentação da banda Plebe Rude.
O encerramento ocorreu no domingo com outra grande atração nacional: a banda Ira!, que levou aproximadamente oito mil pessoas ao Parque Juca Mulato. Também passaram pelo palco grupos como The Mentes, Wanted, Blues Brothers, New Rocks on COC, Mamonas Cover, Aksioma, Bon Jovi Cover, FolkingHeads, Kiss Cover e ThreeTone.
A estrutura daquele ano chamou atenção pelo investimento realizado, incluindo dois palcos para acomodar o grande número de apresentações durante os três dias de festival.
Como era o ano de sua reeleição, Toninho Bellini abriu os cofres municipais se dó.
Evento foi reduzido em 2025
Após a reeleição, o cenário mudou.
Em 2025, a quarta edição do Parque Rock foi realizada em formato mais enxuto. A estrutura passou a contar com apenas um palco e apenas uma atração nacional de destaque: o cantor Paulo Ricardo, que encerrou o festival com a turnê “Rock Popular”, comemorando seus 40 anos de carreira.
A programação privilegiou bandas locais e covers, com apresentações distribuídas entre sexta-feira e domingo, mantendo o caráter gratuito do evento, porém em dimensões menores quando comparadas ao ano anterior.
A redução coincidiu com um momento de maior preocupação financeira da administração municipal.
Falta de confirmação preocupa músicos e público
A ausência de qualquer confirmação oficial preocupa não apenas o público, mas também músicos, bandas locais, comerciantes e frequentadores que aguardam o evento todos os anos como uma das principais atrações culturais de julho.
Tradicionalmente, o Parque Rock era divulgado semanas antes de sua realização, permitindo a organização das bandas participantes e a preparação do comércio instalado no entorno do Parque Juca Mulato.
Neste ano, porém, o silêncio da Prefeitura é absoluto.
Enquanto a Administração Municipal não confirma a realização do festival, cresce a percepção de que Itapira poderá ficar, pela primeira vez desde a criação do evento, sem o Parque Rock.
A Gazeta seguirá acompanhando o caso e mantém aberto o espaço para que a Prefeitura de Itapira se manifeste oficialmente sobre a realização — ou não — da edição de 2026 do festival.





