Gazeta Itapirense

Acidentes com escorpiões aumentam em Itapira e chegam a quase 200 casos

O aumento de acidentes com animais peçonhentos tem acendido um alerta em Itapira, especialmente em relação aos escorpiões, cuja presença tem sido cada vez mais frequente em áreas urbanas e residenciais. Dados da Vigilância Epidemiológica do município mostram que os números seguem elevados e reforçam a necessidade de atenção redobrada por parte da população.

De acordo com o levantamento oficial, ao longo de 2024 foram registrados 176 acidentes envolvendo escorpiões na cidade. No mesmo período, houve 40 ocorrências relacionadas a aranhas. Já em 2025, os números indicam novo crescimento nos casos de escorpionismo, com 190 registros, enquanto os acidentes com aranhas somaram 25 notificações.

Os dados revelam que os escorpiões seguem como o principal animal peçonhento responsável por acidentes em Itapira, cenário que preocupa as autoridades de saúde. A proliferação está diretamente ligada a fatores como acúmulo de entulho, lixo, restos de materiais de construção, além da presença de baratas, principal fonte de alimento do escorpião.

Algumas medidas simples podem ajudar a reduzir o risco de acidentes. Manter quintais e terrenos limpos, evitar o acúmulo de folhas secas, madeira, telhas e entulhos, vedar ralos e frestas, além de sacudir roupas, toalhas, calçados e roupas de cama antes do uso são atitudes fundamentais, principalmente em residências térreas.

Em caso de picada de escorpião, a recomendação é procurar atendimento médico imediatamente, mesmo que os sintomas pareçam leves. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas estão mais suscetíveis a complicações. Não se deve fazer torniquete, cortar o local ou aplicar substâncias caseiras. Se possível, a orientação é tentar identificar o animal, sem colocá-lo em risco, para auxiliar na conduta médica.

O combate ao escorpião depende da colaboração da população, já que o controle do animal está diretamente ligado à eliminação de ambientes favoráveis à sua reprodução. Enquanto isso, os números seguem servindo como alerta para que medidas preventivas sejam adotadas antes que os casos aumentem ainda mais.