Gazeta Itapirense

Artigo: Gerar empregos virou problema, por Nelson Theodoro

Durante o debate sobre o fim da escala 6×1, ouvimos frases como “fim da escravidão moderna”, “fim da exploração” e até empresários sendo tratados como inimigos da civilização.

Mas fica uma pergunta: de onde saem os recursos que mantêm toda a estrutura pública funcionando?

De onde vem o dinheiro para pagar salários de políticos, servidores, professores, universidades, saúde pública, estradas, pontes, escolas e toda a máquina estatal?

Tudo isso nasce da atividade econômica. Nasce de quem empreende, investe, produz, vende, presta serviços, gera empregos e paga impostos todos os dias.

Enquanto muitos fazem discursos, milhares de empresários acordam cedo carregando a responsabilidade de manter empresas abertas, pagar salários, fornecedores, tributos e garantir o sustento de famílias inteiras.

É claro que o trabalhador merece dignidade, descanso e qualidade de vida. Isso é fundamental. Mas transformar quem gera empregos em vilão é um erro grave.

O Brasil precisa de equilíbrio, diálogo e responsabilidade. Precisamos valorizar quem produz, quem corre riscos, quem acredita no país e continua investindo mesmo diante de tanta insegurança econômica e burocracia.

No lugar de criminalizar o empreendedor, deveríamos reconhecer sua importância para o desenvolvimento do país.

Sem produção, sem empresas e sem empregos, não existe arrecadação, não existe Estado e não existe desenvolvimento.

Nelson Theodoro Junior, Presidente da Associação Comercial e Industrial de Mogi Mirim, Diretor da Fecomercio-SP, Diretor do Sincomércio de Mogi Mirim e Presidente do Conselho do Patrimônio de Mogi Mirim.