Gazeta Itapirense

Basquete brasileiro perde Oscar Schmidt, ícone histórico do esporte

O esporte brasileiro amanheceu de luto nesta sexta-feira (17). Morreu, aos 68 anos, Oscar Schmidt, um dos maiores nomes da história do basquete mundial. Conhecido como “Mão Santa”, o ex-jogador enfrentava desde 2011 um câncer no cérebro. A informação foi confirmada por sua assessoria.

Oscar não foi apenas um atleta de números impressionantes — foi um símbolo de paixão, disciplina e entrega à camisa da Seleção Brasileira. Sua trajetória marcou gerações e ajudou a consolidar o basquete como um dos esportes mais respeitados do país.

Dono de uma carreira extraordinária, acumulou 49.737 pontos, sendo um dos maiores pontuadores da história do basquete mundial. Em Jogos Olímpicos, participou de cinco edições e detém até hoje o recorde de maior pontuador da história da competição, com 1.093 pontos — marca que atravessa décadas como um feito quase inalcançável.

Mesmo com propostas para atuar na NBA, Oscar fez uma escolha que definiria sua carreira: manteve-se fiel à Seleção Brasileira em uma época em que jogadores da liga americana não podiam disputar competições internacionais. A decisão reforçou ainda mais sua imagem de compromisso com o país.

Sua habilidade em quadra, especialmente nos arremessos de longa distância, rendeu o apelido de “Mão Santa” e o respeito de adversários em todo o mundo. Mais do que vitórias, Oscar deixou um legado de inspiração, mostrando que talento aliado à dedicação pode transformar um atleta em ídolo eterno.

A morte de Oscar Schmidt representa uma perda irreparável para o esporte. Sua história permanece viva não apenas nos recordes, mas na memória de fãs, atletas e todos que acompanharam sua trajetória.

O Brasil se despede de um gigante. E o basquete perde uma lenda.