18,7%: Itapira registra a menor umidade do ar do Estado de São Paulo
Itapira registrou nesta segunda-feira, 03, a menor umidade relativa do ar de todo o Estado de São Paulo. O índice chegou a 18,7%, um patamar considerado extremamente preocupante e que coloca o município em situação de alerta para a saúde da população.
De acordo com Maxwel Silva, diretor de Comunicação da Defesa Civil do Estado de São Paulo, o fenômeno é resultado da combinação entre fatores climáticos e geográficos.
Segundo ele, a umidade que normalmente chega ao interior paulista, tanto a partir do Oceano Atlântico quanto da Amazônia, está muito enfraquecida neste período.
“A umidade soprada do oceano e também a que vem da Amazônia está muito fraca e não tem força suficiente para alcançar o interior do Estado de São Paulo. Itapira está justamente nessa faixa mais afetada e, nesta segunda-feira, apresentou o pior índice de umidade do Estado”, explicou.

Além das condições meteorológicas, as queimadas registradas na zona rural também contribuíram para agravar o cenário. A fumaça e o calor gerados pelos incêndios reduzem ainda mais a qualidade do ar e intensificam os efeitos do tempo seco.
Situação é considerada preocupante
Especialistas alertam que índices de umidade abaixo de 20% representam risco significativo à saúde. Entre os principais problemas estão o ressecamento das mucosas, irritação nos olhos e na garganta, sangramentos nasais, agravamento de doenças respiratórias e aumento do risco de desidratação.
A baixa umidade também favorece a propagação de incêndios em áreas de vegetação, uma vez que a vegetação seca se torna mais suscetível ao fogo, criando um ciclo que pode piorar ainda mais as condições ambientais.
Outro fator que chama a atenção é a comparação com regiões desérticas. Para se ter uma ideia da gravidade da situação, a umidade relativa do ar no Deserto do Saara costuma variar entre 10% e 14%, índice próximo ao registrado em Itapira nesta segunda-feira.
Recomendações
Diante das condições extremas, a orientação é que a população aumente a ingestão de água, mesmo sem sentir sede; evite atividades físicas ao ar livre nos horários mais quentes do dia; utilize umidificadores de ambiente ou recipientes com água dentro de casa; mantenha os ambientes arejados; e não realize queimadas, que agravam ainda mais a qualidade do ar e aumentam os riscos à saúde.
A previsão é de que a massa de ar seco continue predominando nos próximos dias, mantendo os índices de umidade em níveis críticos. A recomendação é que a população acompanhe os boletins meteorológicos e redobre os cuidados, especialmente crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias.





