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Gazeta Itapirense

Com Vinicius Marchese, Baixa Mogiana poderá voltar a ter um deputado federal após quase 30 anos

A candidatura de Vinicius Marchese a deputado federal pelo PSD recoloca a Baixa Mogiana no debate sobre a representatividade política em Brasília. Natural de Mogi Guaçu, o engenheiro de telecomunicações construiu sua trajetória na liderança de instituições ligadas à engenharia e à tecnologia e, em 2026, disputa uma vaga na Câmara dos Deputados com a proposta de ampliar a presença dos municípios paulistas nas decisões nacionais.

A região tem como referência histórica o ex-deputado federal Carlos Nelson Bueno, que exerceu mandatos na Câmara dos Deputados, incluindo o último, no período de 1995 a 1999. Desde então, a Baixa Mogiana não voltou a contar com uma liderança regional eleita para o cargo em Brasília, um cenário que traz à tona a discussão sobre a importância de uma representação política mais próxima das demandas dos municípios.

A entrada de Marchese na disputa ocorre após mais de duas décadas de atuação profissional e institucional. Nascido em Mogi Guaçu, ele é formado em Engenharia de Telecomunicações pela Universidade de Taubaté (Unitau), possui especializações em Redes e Sistemas, pela Universidade Presbiteriana Mackenzie, e em Gestão de Negócios, pela Dublin Business School, na Irlanda. Também tem pós-graduação em Empreendedorismo e Inovação Tecnológica nas Engenharias, pela Unesp/Univesp, e cursa mestrado em Cidades Inteligentes e Sustentáveis pela Uninove.

O jovem candidato a deputado federal carrega a expectativa da Baixa Mogiana em ter um representante em Brasília depois de quase 30 anos

Sua trajetória no Sistema Confea/Crea começou ainda jovem. Aos 23 anos, participou da fundação do Crea-SP Jovem, iniciativa voltada à integração e ao desenvolvimento de estudantes e profissionais em início de carreira. Posteriormente, ocupou funções de conselheiro e diretor administrativo do Crea-SP, até ser eleito, em 2016, presidente da instituição, tornando-se o mais jovem a assumir o cargo na história do conselho paulista. Foi reeleito em 2021 e permaneceu à frente da entidade até o encerramento de seu mandato.

Em 2023, Marchese foi eleito presidente do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea), assumindo a função em 2024. A entidade representa nacionalmente os profissionais da engenharia, agronomia e geociências. Em julho de 2026, foi reconduzido à presidência para o mandato de 2027 a 2029, com 84.887 votos, correspondentes a 60,14% dos votos válidos entre os participantes da eleição do sistema profissional.

A experiência acumulada na gestão de instituições de abrangência estadual e nacional é um dos principais elementos de sua apresentação ao eleitorado. Durante sua atuação, Marchese esteve envolvido em iniciativas relacionadas à modernização administrativa, transformação digital, fiscalização profissional, inovação e valorização das carreiras técnicas.

Infraestrutura, desenvolvimento e demandas regionais

Na disputa eleitoral, Marchese apresenta propostas voltadas ao planejamento urbano, à infraestrutura, à mobilidade, ao saneamento, à habitação, à educação profissional e ao incentivo ao empreendedorismo. Também defende uma atuação parlamentar próxima dos municípios, com o objetivo de transformar as demandas locais em projetos e iniciativas de alcance federal.

Em entrevista concedida à Gazeta em agosto, o candidato abordou a decisão de ingressar na política partidária e a intenção de ampliar sua atuação para além da representação profissional. Entre os temas apresentados estão a necessidade de planejamento de longo prazo, a qualificação dos jovens para o mercado de trabalho, o desenvolvimento econômico e a busca por soluções para os problemas enfrentados pelas cidades da Baixa Mogiana.

A região, formada por municípios com características econômicas e sociais próprias, enfrenta desafios que envolvem infraestrutura, mobilidade regional, saúde, saneamento e geração de oportunidades. A eventual eleição de um representante com origem na própria região também traz para o debate a possibilidade de maior interlocução entre as administrações municipais e o governo federal.

Uma trajetória regional com atuação nacional

Embora tenha construído sua carreira em instituições com abrangência estadual e nacional, Marchese mantém suas raízes na Baixa Mogiana. Sua origem em Mogi Guaçu e a atuação profissional em diferentes municípios paulistas integram o histórico apresentado durante a campanha.

A candidatura pelo PSD ocorre em um momento em que a representatividade regional volta a ser discutida, especialmente diante da ausência de um deputado federal com base política direta na Baixa Mogiana, conforme o recorte histórico adotado para a região.

A última referência regional apontada nesse contexto é Carlos Nelson Bueno, que teve atuação na Câmara dos Deputados até 1999, antes de seguir sua trajetória na política municipal. A possibilidade de a região voltar a eleger um representante para Brasília, portanto, constitui um dos aspectos centrais do debate em torno da candidatura de Marchese.

Com formação em engenharia, experiência na gestão de entidades de classe e atuação em diferentes frentes institucionais, Vinicius Marchese apresenta seu histórico profissional como base para a tentativa de ingressar na política partidária. A candidatura coloca em discussão não apenas sua trajetória e suas propostas, mas também o espaço que os municípios da Baixa Mogiana pretendem ocupar nas decisões que envolvem o futuro do país.