No ‘Zerão’: passarela segue fechada e Prefeitura admite que não há previsão de conserto
Moradores e frequentadores do chamado “Zerão da Santa Marta” continuam enfrentando transtornos provocados pela interdição da passarela metálica que liga os dois lados da Avenida Lions Clube, nas proximidades da rotatória da Avenida Jacareí, ao lado do Edifício Santa Fé. O acesso está fechado desde novembro de 2025 e, passados mais de oito meses, a Prefeitura ainda não iniciou as obras necessárias para recuperar a estrutura.
A passarela era utilizada diariamente por moradores dos bairros próximos e também por pessoas que frequentam o espaço para caminhadas, corridas e outras atividades físicas. Com a interdição, quem precisa atravessar de um lado para o outro do córrego é obrigado a utilizar um trajeto mais longo.
O problema já havia sido questionado pela reportagem da Gazeta em novembro do ano passado. Na ocasião, a passarela estava isolada com fitas zebradas, impedindo a passagem de pedestres. Com o passar do tempo, as fitas foram substituídas por chapas metálicas, consolidando o bloqueio da estrutura.

O que chama a atenção é que, mesmo após meses de interdição, nenhuma obra de recuperação foi iniciada no local. A população continua sem poder utilizar uma passagem considerada importante para a circulação de moradores e frequentadores do Zerão.
Na tarde desta quarta-feira, 29, a Prefeitura informou à Gazeta que o reparo da estrutura depende da reconstrução dos pilares que sustentam a passarela. Segundo a administração municipal, essa reconstrução estaria incluída em um projeto maior de contenção de diversos trechos do córrego e dependeria da abertura de um processo de licitação.

A resposta, no entanto, não apresenta uma previsão concreta para a solução do problema. A administração municipal não informou quando a licitação será aberta, tampouco quando as obras poderão começar e em que prazo a passarela poderá ser novamente liberada para a população.
Frequentadores do Zerão destacam que a passagem é importante não apenas para quem utiliza o espaço para atividades físicas, mas também para moradores que dependem do acesso no dia a dia. A expectativa, segundo relatos, era de que, após tantos meses de interdição, a Prefeitura já tivesse apresentado uma solução efetiva ou iniciado os trabalhos de recuperação.
A situação também gera críticas à administração do prefeito Toninho Bellini pela demora na solução de um problema que se arrasta há quase um ano. Sem prazo para a licitação, início das obras ou conclusão da recuperação, a população continua sem perspectiva de quando a passarela voltará a ser utilizada.





