Médica do SAMU alerta para os riscos da bronquiolite em bebês
Com a chegada do inverno, período marcado pelo aumento da circulação de vírus respiratórios, cresce também o número de casos de bronquiolite, doença que afeta principalmente bebês e crianças menores de dois anos.
O principal causador da enfermidade é o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), responsável por um aumento significativo nos atendimentos de urgência e nas internações pediátricas durante esta época do ano.
A médica Dra. Larissa Morais, do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), alerta que muitos casos graves poderiam ser evitados com medidas simples de prevenção e destaca a importância de pais, familiares e cuidadores estarem atentos aos primeiros sinais da doença.

O que é a bronquiolite?
A bronquiolite é uma infecção viral que compromete os bronquíolos, pequenas vias aéreas dos pulmões. Na maioria dos casos, a doença é causada pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
A enfermidade é mais comum em crianças menores de dois anos, especialmente nos primeiros seis meses de vida, período em que o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento. A transmissão ocorre por meio do contato com secreções respiratórias contaminadas, como gotículas expelidas durante tosses e espirros, além do contato com mãos e objetos contaminados.
Sintomas e sinais de alerta
Os primeiros sintomas costumam se assemelhar aos de um resfriado comum, incluindo coriza, tosse e febre baixa. No entanto, em alguns bebês, o quadro pode evoluir rapidamente para dificuldade respiratória, exigindo atendimento médico imediato.
Entre os principais sinais de alerta estão:
- Respiração rápida ou com muito esforço;
- Chiado no peito;
- Afundamento das costelas durante a respiração;
- Dificuldade para mamar ou recusa da alimentação;
- Lábios ou extremidades arroxeadas;
- Sonolência excessiva ou dificuldade para acordar.
Segundo a médica, esses sintomas podem indicar uma forma grave da doença e exigem avaliação médica urgente.
Prevenção ganhou reforço
A prevenção contra a bronquiolite avançou nos últimos anos. Atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece duas importantes estratégias de proteção contra o VSR.
Uma delas é a vacinação da gestante, aplicada a partir da 28ª semana de gestação. A imunização permite que anticorpos sejam transferidos ao bebê ainda durante a gravidez, oferecendo proteção nos primeiros meses de vida.
Outra medida é o uso do nirsevimabe, um anticorpo monoclonal indicado para bebês prematuros e crianças com condições que aumentam o risco de desenvolver formas graves da doença.
Cuidados simples ajudam
Além da imunização, algumas atitudes no dia a dia contribuem para reduzir o risco de infecção:
- Lavar as mãos antes de tocar no bebê;
- Evitar contato com pessoas gripadas ou resfriadas;
- Não levar a criança para locais fechados e com aglomeração durante períodos de maior circulação de vírus;
- Manter o aleitamento materno, sempre que possível, por fortalecer a imunidade;
- Não permitir que fumem próximo à criança;
- Manter o calendário de vacinação em dia.
A médica também faz um alerta aos familiares e amigos que desejam visitar recém-nascidos e bebês. Segundo ela, demonstrações de carinho são importantes, mas pessoas com sintomas respiratórios devem adiar a visita até a recuperação completa, reduzindo o risco de transmissão do vírus.
Com o aumento das doenças respiratórias no inverno, especialistas reforçam que a prevenção continua sendo a principal aliada para proteger os bebês, especialmente nos primeiros meses de vida, quando são mais vulneráveis às complicações provocadas pelo Vírus Sincicial Respiratório.





