Gazeta Itapirense

Após ‘Escândalo das Baratas’ denunciado pela Gazeta, cozinha do HM está sendo reformada

A Prefeitura de Itapira iniciou uma ampla reforma na cozinha do Hospital Municipal após a repercussão de uma denúncia publicada com exclusividade pela Gazeta em 26 de maio de 2026, que expôs graves problemas estruturais e sanitários no local, incluindo a presença de baratas e condições consideradas inadequadas para o preparo de alimentos destinados a pacientes.

O episódio, que ganhou grande repercussão regional, mostrou imagens de uma infestação de baratas na área de produção das refeições, com insetos circulando em cima de fogões industriais e superfícies de preparo. A denúncia também apontava equipamentos deteriorados, acúmulo de sujeira e falhas estruturais, como ralos sem proteção, o que poderia facilitar a proliferação de pragas em um ambiente hospitalar.

Dias após a publicação, a situação do hospital se agravou com o entupimento da rede de esgoto, o que provocou forte mau cheiro que se espalhou por diferentes setores da unidade, ampliando ainda mais as reclamações sobre as condições do local.

Diante do cenário, a cozinha foi temporariamente interditada e transferida para outro espaço, permitindo o início imediato de uma reforma completa. Segundo as secretarias de Saúde e de Planejamento Urbano e Obras, a intervenção prevê a substituição total da antiga rede de esgoto, formada por tubulações antigas de manilha de barro, além da implantação de um novo sistema mais moderno e eficiente.

A obra está dividida em duas etapas, com previsão de aproximadamente 40 dias cada. A primeira fase contempla a modernização do sistema de esgotamento sanitário, enquanto a segunda inclui melhorias estruturais como troca de revestimentos, recomposição de piso, adequações elétricas, revisão do sistema de gás GLP, substituição de portas, melhorias em vedação e outras intervenções necessárias para adequação do espaço.

O caso reacendeu discussões sobre a manutenção do Hospital Municipal de Itapira e a importância da fiscalização contínua em setores essenciais, especialmente aqueles ligados à alimentação de pacientes e servidores.

Deboche

Uma das cenas que mais revoltaram a população após a denúncia da Gazeta foi a forma como a secretária de Saúde, Sueli Longhi, tratou do assunto em uma audiência pública na Câmara dos Vereadores, dois dias depois do ocorrido.

Mesmo sabendo toda a verdade desde o primeiro dia do “Escândalo das Baratas”, a secretária ironizou a situação em plena Casa de Leis do município ao ser questionada sobre a veracidade do caso pelo vereador Tiago Fontolan: “Não vou dizer nem que sim, nem que não”.

Enquanto a cidade e diversas outras regiões do país ainda estavam horrorizadas com as cenas divulgadas, justamente a pessoa que deveria adotar uma postura firme e transparente acabou tratando o tema com leveza, gerando ainda mais indignação entre os presentes.

Por outro lado, o prefeito Toninho Bellini evaporou e não fez uma manifestação pública sequer sobre o ocorrido. Dias depois saiu de férias, pegou suas tralhas e foi pescar, como costuma fazer em situações complicadas na cidade.