Gazeta Itapirense

Buraco volta a surgir no “semáforo da Penha” e gera críticas à gestão Bellini

O reaparecimento de um buraco no cruzamento da Avenida Comendador Virgolino de Oliveira com as ruas Funabashi Tokuji e Manoel Luiz da Rocha, ao lado da Penha S/A e nas proximidades do Distrito Industrial Carlos Eduardo Yonezawa, reacendeu uma velha reclamação dos moradores e trabalhadores da região: a falta de uma solução definitiva para um problema que se arrasta há mais de um ano.

A buraqueira no semáforo da “Penha”, como o local é chamado pelo povo, é uma velha conhecida dos itapirenses

O local já foi alvo de diversas intervenções do Serviço Autônomo de Água e Esgotos (SAAE). Em março de 2025, a autarquia realizou uma grande obra para corrigir o afundamento do pavimento. No entanto, após o reparo, o problema voltou a ocorrer pelo menos outras duas vezes em 2026

A reportagem da Gazeta foi acionada para ir até o local nesta quarta-feira, 10, e de novo o buraco estava, em um tamanho razoável, mas pronto para crescer, ainda mais com a chuva que começou a cair na madrugada de hoje.

A situação revolta moradores e trabalhadores das proximidades. Pessoas que entraram em contato com a redação da Gazeta questionam a qualidade dos reparos executados e afirmam que as intervenções realizadas até agora têm caráter meramente paliativo.

“Eles vêm e fazem um reparinho muito mal feito, e depois afunda de novo”, afirmou um trabalhador da região, que preferiu não se identificar.

A dona de casa Maria de Lourdes Clemente, de 58 anos, também demonstra indignação com a repetição do problema. “Passo sempre por ali e não entendo por que nunca conseguem fazer um trabalho definitivo, que dure. Toda hora é esse transtorno”, disse.

A preocupação dos moradores não se limita aos prejuízos causados ao trânsito. O temor é que o afundamento do asfalto possa provocar acidentes, principalmente envolvendo motociclistas, ciclistas e pedestres que circulam pelo trecho diariamente. Com as chuvas existe ainda o risco de ampliação da cratera e de formação de lama, agravando ainda mais a situação.

O problema também levanta um debate mais amplo sobre a qualidade das obras públicas executadas no município pelo prefeito-engenheiro Toninho Bellini. Em diversos pontos de Itapira, moradores reclamam de serviços que precisam ser refeitos em curtos períodos, gerando novos custos aos cofres públicos e prolongando transtornos que deveriam ter sido resolvidos definitivamente.

No caso do cruzamento próximo à Penha S/A, a sequência de reparos sem resultado duradouro tem levado moradores a questionar se o problema está sendo tratado na origem ou apenas remendado temporariamente.

A situação ganha ainda mais relevância por atingir uma região estratégica da cidade. O trecho é utilizado por moradores de diversos bairros, trabalhadores do Distrito Industrial Carlos Eduardo Yonezawa, funcionários e caminhões que chegam até a Penha S/A e motoristas que utilizam a via como ligação entre diferentes pontos do município.

Procurado pela reportagem, o Departamento de Comunicação da Prefeitura de Itapira informou que foi identificado um novo vazamento no local.

“Devido ao alto fluxo de veículos naquela região, foi detectado um novo vazamento e será necessário novo reparo para posterior cobertura de massa asfáltica. Está na programação da autarquia, mas como é um local de alto fluxo de veículos ainda será agendada uma data específica para que seja feita a interdição parcial do trânsito”, informou a administração municipal.

Embora a Prefeitura reconheça a necessidade de uma nova intervenção, a explicação não responde ao principal questionamento da população: por que um problema que já recebeu diversas obras continua reaparecendo?

Enquanto uma solução definitiva não chega, moradores seguem convivendo com os transtornos, a insegurança e a sensação de que, mais uma vez, o conserto poderá durar apenas até o próximo afundamento.