Gazeta Itapirense

Patronesse do CREM é homenageada em evento especial

Na manhã do último sábado, 16, o CREM (Centro de Referência Especializado da Mulher) abrigou um evento especial em homenagem à memória de sua patronesse, Anariá Calidone Récchia Mourão Henrique. Nesta data, completaram-se exatos 10 anos de seu falecimento, que foi ocasionado por um motorista alcoolizado em São Paulo.

O encontro “Entre nós, mulheres” foi voltado ao acolhimento e autocuidado feminino e contou com uma programação que envolveu café da manhã, roda de conversa com a advogada Maíra Recchia, atividades de autocuidado com as Terapeutas Raio de Luz e um momento emocionante com depoimentos de mulheres atendidas pelo serviço, que contaram como o acolhimento e direcionamento da equipe multidisciplinar ajudaram (e continuam ajudando) no processo de superação da violência vivida. Familiares de Anariá estiveram presentes, além do prefeito Toninho Bellini, da advogada Vivian Nicolai, que participa ativamente do CREM, da secretária de Promoção Social Regina Ramil, da equipe do serviço e de servidores de outros equipamentos da secretaria.

“A Anariá foi uma menina maravilhosa. Para nós é um orgulho muito grande ter o nome dela no CREM, pois ela vai sempre acompanhar o legado desse serviço tão importante”, disse o prefeito Toninho Bellini na abertura.

Durante a roda de conversa, a advogada Maíra Recchia falou um pouco sobre a história da irmã, de como sua família vem lidando com o luto há dez anos e da importância de ter o nome dela em um serviço voltado ao atendimento de mulheres. “É muito bonito de ver o trabalho que vem sendo feito aqui. Eu acompanho essa luta no Estado todo e hoje o CREM é uma referência estadual”, afirmou.

O CREM foi inaugurado em 30 de abril de 2021. No ano seguinte, em 18 de outubro de 2022, o serviço recebeu o nome de Anariá Calidone Récchia Mourão Henrique. Ela nasceu em Itapira em 28 de março de 1984. Estudou jornalismo na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) de 2004 a 2005 e formou-se em 2007 em Ciências Políticas e Sociais pela Universidade de São Paulo (USP). Sempre foi ativa na defesa dos direitos da mulher e buscava carreira diplomática. Morreu em 2016, aos 32 anos, quando estava na calçada de um bar em São Paulo e foi atropelada por um motorista alcoolizado.