Gazeta Itapirense

Tiro de Guerra abre projeto cultural e quer aproximar comunidade da história militar

O Tiro de Guerra de Itapira está dando um novo passo para aproximar ainda mais a instituição da comunidade. A unidade anunciou a criação de um Espaço Cultural que terá como objetivo preservar e compartilhar a história do Exército Brasileiro, com destaque para a Força Expedicionária Brasileira (FEB).

Em entrevista para a Gazeta, o sargento Max Roberto Gonçalves de Almeida explicou que a iniciativa já é prevista dentro das diretrizes dos Tiros de Guerra e agora começa a sair do papel no município.

“Aqui a gente vai ter no Tiro de Guerra o Espaço Cultural. Ele pode ser um museu da Força Expedicionária Brasileira ou até um espaço voltado à história do Exército e do próprio Tiro de Guerra”, destacou.

Segundo o sargento, o projeto já começou a ganhar forma com a colaboração de parceiros e doações iniciais. Parte do acervo já existente foi deixada por instrutores anteriores, como o sargento Márcio, além de contribuições dos próprios atiradores.

Sargento Max Roberto destacou a importância do projeto (Foto: Gilmar Carvalho/Gazeta)

Entre os apoiadores está o médico Marcelo Cesto, responsável pela doação de um expositor que ajudará na organização das peças. Outro nome destacado é José Eduardo, que veio de fora da cidade para contribuir com instruções sobre a Força Expedicionária Brasileira e também apoia a iniciativa.

A proposta é que o espaço funcione como um ponto de visitação aberto à população, especialmente em datas como formaturas e eventos da instituição, permitindo que moradores conheçam mais sobre a história militar brasileira.

“Queremos que a comunidade venha aqui, conheça o Tiro de Guerra, mas também tenha acesso à história do Exército e da Força Expedicionária Brasileira”, explicou.

Alguns itens já fazem parte do acervo do Espaço Cultural (Foto: Gilmar Carvalho/Gazeta)

Para ampliar o acervo, o Tiro de Guerra iniciou uma campanha de arrecadação e convida a população a participar. Estão sendo procurados objetos, documentos e materiais relacionados à Segunda Guerra Mundial e à FEB. Segundo o sargento, não é necessário que as peças sejam originais — réplicas também são bem-vindas.

“Qualquer pessoa que tenha algum artigo, artefato ou material e queira doar, será muito bem recebido. Tudo isso vai ajudar a construir esse espaço cultural”, reforçou.

A iniciativa busca não apenas preservar a memória histórica, mas também fortalecer o vínculo entre a instituição militar e a sociedade itapirense, transformando o local em um ponto de aprendizado e valorização da história.