Única empresa anunciada por Toninho Bellini rompeu contrato e desistiu de Itapira
Anunciada com entusiasmo em 2023 como símbolo de retomada econômica, a instalação da empresa Progrid Indústria e Comércio Ltda em Itapira acabou não se concretizando — e o episódio passou a representar mais um capítulo da ridícula política de industrialização do prefeito Toninho Bellini que acumula promessas, mas entrega zero resultados.
À época, o projeto foi tratado como um marco. A empresa havia vencido concorrência pública para ocupar uma área de mais de 7 mil metros quadrados no Distrito Industrial Hermelindo Ruette de Oliveira, com previsão de construção de um galpão de 900 metros quadrados e geração de empregos.
O anúncio, feito em 20 de outubro, foi apresentado quase como um “presente” para o aniversário da cidade, celebrado no dia 24 daquele mês.
Passados quase três anos, o cenário é outro: a empresa não veio. Segundo resposta oficial da Prefeitura, a própria Progrid solicitou a rescisão do contrato em 2024 por “questões internas”. O processo foi encerrado sem maiores avanços.

Discurso otimista, resultado inexistente
Na ocasião do anúncio, o prefeito Toninho Bellini chegou a afirmar que aquele era “um primeiro passo importante” para a chegada de uma nova indústria e que a expectativa era de funcionamento em breve. O desfecho, no entanto, escancara a distância entre o discurso e a realidade.
A frustração ganha ainda mais peso quando inserida no contexto mais amplo da política econômica do município. Em seu quarto mandato, Bellini acumula críticas pela baixa capacidade de atração de empresas e pela estagnação na geração de empregos — um dos pilares para o desenvolvimento de cidades de médio porte.
Histórico de perdas e poucas conquistas
Desde que reassumiu a Prefeitura em 2021, o município não registrou a chegada de novos empreendimentos industriais de impacto. Ao contrário, relatos recorrentes apontam a saída de empresas para cidades vizinhas, que oferecem melhores condições logísticas, incentivos e planejamento estratégico mais consistente.
Exemplo claro é a Kronos Embalagens que tentou apoio junta ao prefeito, mas este deu as costas e eles estão com uma grande planta fabril em Mogi Mirim onde centenas de empregos são oferecidos. Sem contar o quanto de dinheiro é injetado na economia mogimiriana com os salários e o retorno milionário do ICMS.
Municípios da região avançam na captação de investimentos e ampliam seus distritos industriais, criando um contraste cada vez mais evidente com a realidade de Itapira.
Impacto direto na economia local
A ausência de novos empreendimentos reflete diretamente na economia da cidade. Menos indústrias significam menos empregos, menor arrecadação e redução do dinamismo econômico — um cenário que se prolonga ao longo dos últimos anos.
Com metade de 2026 já transcorrida, a expectativa de reversão desse quadro ainda não se materializou. E a promessa que um dia foi celebrada como avanço hoje se soma à lista de oportunidades perdidas.
No balanço final, a pergunta que fica é inevitável: por que Itapira não consegue acompanhar o ritmo de crescimento industrial da região?






