Gazeta Itapirense

Incompetência administrativa de Toninho Bellini afasta até o Unipark de Itapira

A ausência do tradicional parque de diversões Unipark na Festa de Maio de Itapira em 2026 acaba de ser confirmada e escancara um problema que vai muito além da falta de planejamento: revela, mais uma vez, a morosidade e a desorganização da gestão da Prefeitura de Itapira, comandada pelo prefeito Toninho Bellini.

A reportagem da Gazeta agora a pouco com o dono do Unipark, o empresário Felipe Silveira, que confirmou a ausência da grande atração este ano.

Há décadas, o Unipark é presença garantida na Festa de Maio — uma tradição que remonta a 1888 e que sempre teve no parque um de seus principais atrativos. Neste ano, porém, o cenário mudou — e não por acaso.

A própria Prefeitura construiu, em frente onde historicamente o parque era montado, o Centro de Hemodiálise e o Complexo da Saúde. Obras importantes, sem dúvida. O problema não está na construção, mas na total ausência de planejamento posterior. Durante um ano inteiro, a administração teve tempo de sobra para definir um novo local adequado. Não fez.

Quando finalmente procurou uma solução, já era tarde demais.

Segundo Felipe Silveira a tentativa de negociação ocorreu apenas na semana passada — a poucos dias da festa. “Foi uma pena que nos procuraram tarde para propor esse espaço, que já podia ter sido definido nas primeiras reuniões”, afirmou.

A alternativa apresentada pela Prefeitura foi improvisada: montar o parque em um espaço reduzido, utilizando o gramado e áreas próximas ao Clube da Saudade, deixando livre a região da saúde. Uma solução paliativa, tardia e, segundo o próprio empresário, inviável.

“Seria uma estrutura reduzida, mas por questões logísticas e de datas ficou difícil. Não foi proposto isso lá atrás e acabamos ficando com as datas apertadas. Temos uma programação a seguir”, explicou.

E aqui está o ponto central: parque de diversões não é barraca de comida. Existe logística, calendário, transporte de equipamentos, equipe técnica. Não se monta — nem se desmonta — na base do improviso de última hora.

O resultado dessa condução amadora de Toninho Bellini é claro: pela primeira vez em décadas, o Unipark ficará de fora da Festa de Maio.

“É muito triste não poder estar presente. O Unipark é tradição na cidade”, lamentou Felipe.

A ausência não é apenas simbólica. Ela impacta diretamente a experiência da população, que perde uma das principais atrações do evento, especialmente para crianças e famílias.

E como se não bastasse o prejuízo cultural e turístico, surge outra preocupação levantada pelo empresário: a segurança.

“Se outro assumir o lugar, é importante ficar atento. Nós sempre passamos por controle rigoroso de manutenção e fiscalização. A população merece algo à altura”, alertou.

A fala é um recado claro — e preocupante. Substituir tradição por improviso pode custar caro.

Rumores dão conta de que um novo parque virá, só que em dimensões menores ao do Unipark.

No fim das contas, o episódio expõe uma sequência de falhas básicas: falta de planejamento, demora nas decisões, ausência de diálogo antecipado e, principalmente, desprezo por uma tradição consolidada na cidade.

A Festa de Maio, que atravessa gerações desde 1888, merece mais respeito. E a população de Itapira também.

Porque quando até o parque — símbolo da festa — fica de fora, não é só uma atração que se perde. É a prova de que, para a atual gestão, planejar continua sendo um detalhe.

Outro lado

Nossa reportagem entrou em contato com o Departamento de Comunicação da Prefeitura para saber o que de fato seria feito em relação ao parque de diversão e a resposta foi a seguinte: “ainda não temos uma posição oficial sobre o assunto”.

 

Fotos: Prefeitura de Itapira