Coluna Política na Gazeta – 14 de março de 2026
Nos bastidores do poder, nem tudo o que reluz é transparência. A coluna ‘Política na Gazeta’ acompanha os movimentos da administração municipal, as articulações de gabinete, os discursos oficiais, o Legislativo e, principalmente, o que acontece além deles. Informação, análise e opinião sobre os fatos que impactam diretamente a vida da cidade — sem filtro, sem maquiagem e sem medo de questionar.
Fim de uma era? – O prefeito Toninho Bellini tem dito a quem o questiona que ainda não sabe o que fazer em relação à instalação do parque de diversões durante a tradicional Festa de Maio, que se aproxima. A última informação repassada é de que, neste momento, não há local disponível para a montagem daquela que sempre foi a principal atração do evento, que soma 135 anos de tradição na cidade.
Na rua não – Bellini afirmou que o espaço onde o parque sempre foi instalado não poderá mais ser utilizado por causa do funcionamento do Centro de Hemodiálise e do Complexo da Saúde. Segundo ele, o fluxo diário de pacientes e acompanhantes inviabiliza a utilização da área.
Campo furou – De acordo com o que foi apurado pela reportagem, o prefeito teria enviado um ofício à Secretaria Estadual de Educação solicitando a liberação do campo de futebol da Escola Estadual Elvira Santos de Oliveira (ESO) para a montagem do parque. A resposta, no entanto, foi negativa.
Padre não quer – Em tom de desabafo, Bellini também comentou que o padre André Ricardo não concorda com a instalação dos brinquedos no entorno da Igreja de São Benedito, o que elimina mais uma possibilidade de local.
Vai vendo – Diante de todas essas negativas, o próprio prefeito resumiu a situação com uma frase que diz muito: “sei que vão me xingar, mas já estou acostumado”. Para quem acompanha a sucessão de problemas e falta de soluções, a impressão é de que ainda restam quase três anos de um governo que parece sempre pego de surpresa pelos próprios impasses.
Pede ajuda – O curioso é que existem boas chances de o deputado estadual Totonho Munhoz conseguir interceder junto ao Governo do Estado para tentar liberar o campo da ESO. O obstáculo talvez não esteja no Palácio dos Bandeirantes, mas na disposição do prefeito em demonstrar humildade e pedir ajuda.
Puxar a responsabilidade – Por outro lado, Munhoz também poderia chamar para si a responsabilidade e atuar diretamente para buscar uma solução para esse impasse que envolve a querida e incomparável Festa de Maio. Capital político para isso, convenhamos, não lhe falta.
Sem câmera – Para completar, Bellini também avisou que não pretende instalar câmeras de segurança no entorno do Hospital Municipal para tentar inibir furtos de veículos, reclamação cada vez mais frequente de quem precisa ir até o local. Afinal, dificilmente o problema chega perto dele, que anda de caminhonete de luxo, bem segurada, e que não precisa frequentar o hospital público da cidade.







