Dono da Zona Azul Brasil dá o ‘cano’ e não aparece em audiência pública
A Câmara Municipal de Itapira realizou, nesta semana, uma audiência pública para discutir o reajuste da tarifa do estacionamento rotativo, conhecido como Zona Azul. O encontro ocorreu no plenário do Legislativo e reuniu vereadores, representantes do Poder Executivo, da ACEI (Associação Comercial Empresarial de Itapira, do SICOMVIT (Sindicato do Comércio Varejista de Itapira), alguns parcos comerciantes e munícipes interessados no tema.
Mas, quem deveria estar ali para dialogar com os presentes, os representantes da empresa concessionária, a Zona Azul Brasil, não compareceram ao encontro e nem deram qualquer satisfação mesmo após terem confirmado presença. Também não esteve presente uma comerciante que encabeçou um abaixo-assinado pelo fim da Zona Azul.
A audiência foi comandada pelo presidente da casa, vereador Carlinhos Sartori (PSDB), acompanhado do vereador Rogério Codogno (REP), autor do requerimento e teve como objetivo promover transparência e garantir a participação popular no debate sobre a alteração do valor cobrado pelo uso das vagas de estacionamento rotativo na região central da cidade.
Além dos vereadores, participaram dos debates o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Itapira, Carlos Alberto Moisés, o diretor do Sindicato do Comércio Varejista de Itapira, João Dalmolin, além de representantes do poder público municipal.
Moysés foi taxativo ao afirmar que o fim da Zona Azul seria um retrocesso: “sou extremamente contra o fim da Zona Azul porque não traria nada de bom para o comércio da região central, muito pelo contrário, só iria afastar o consumidor já que as vagas de estacionamento seriam ocupadas o dia inteiro por funcionários das lojas ou até mesmo pelos proprietários”, disparou o presidente da ACEI.
Ele lembrou que o sistema de estacionamento rotativo foi um pedido dos comerciantes: “me lembro bem que por muito tempo se cobrou a não existência da Zona Azul na cidade, os próprios lojistas buscaram a Associação Comercial pedindo apoio nesta demanda que se tornou realidade no governo do prefeito Paganini. Mogi Mirim vai começar em breve a Zona Azul também e Mogi Guaçu segue o mesmo caminho, não tem porque Itapira voltar atrás de um sistema que, se gerido de forma eficaz, é muito bom para a população e para os comerciantes”, disse Moysés.
O comandante da ACEI deixou bem claro que é contra o reajuste feito de uma vez depois de ficar sete anos sem subir: “Entretanto, nossa postura favorável ao sistema não significa que aceitamos qualquer condição. Somos categoricamente contra o reajuste acumulado de 40%. Consideramos esse índice abusivo e desconectado da realidade econômica atual.O comércio precisa de organização, mas o cidadão precisa de respeito. Defendemos a manutenção da Zona Azul, mas queremos que o valor cobrado seja justo e equilibrado, sem onerar excessivamente quem produz e quem consome em Itapira”.
Durante a audiência os vereadores ressaltaram a importância de ouvir a população e os setores diretamente afetados pela medida, especialmente comerciantes e trabalhadores do centro, que utilizam o estacionamento rotativo diariamente. Muitos participantes aproveitaram o espaço para apresentar opiniões, sugestões e preocupações relacionadas ao eventual aumento das tarifas.
Entre os pontos discutidos estiveram a necessidade de equilíbrio entre a sustentabilidade do serviço e a garantia de preços acessíveis aos usuários, além de alternativas para melhorar a fiscalização e ampliar a eficiência do sistema.

A audiência pública é um instrumento fundamental de diálogo com a sociedade, permitindo que decisões importantes sejam debatidas de forma democrática e transparente. As contribuições apresentadas durante o encontro serão consideradas pelos vereadores e pelos setores responsáveis pela atuação da Zona Azul no município.
Politicagem do prefeito
É sempre bom lembrar que a Zona Azul foi implantada em 2018 e no ano seguinte não ocorreu o aumento. Já em 2020, último ano do segundo mandato do então prefeito Paganini, veio a pandemia de Covid-19 e também não foi reajustado. Em 2021 e 2022, já na administração do prefeito Toninho Bellini, os valores também não foram mexidos devido ao período de pandemia ainda.
Pois bem. Em 2023 e 2024, já sem pandemia, Toninho Bellini quis fazer politicagem para não atrapalhar a eleição pela sua reeleição e não aumentou de novo.
Agora a pancada veio tudo de uma só vez no lombo da população de Itapira.








