Gazeta Itapirense

Capitão Hudson assume a PM e anuncia ofensiva brutal contra a bandidagem

A Polícia Militar de Itapira inicia uma nova fase no comando da 3ª Companhia com a chegada do capitão Alain Hudson Almeida da Silva, oficial com mais de duas décadas de experiência na corporação e histórico ligado ao policiamento tático e ao combate direto à criminalidade.

Capitão Hudson tem 21 anos de atuação na Polícia Militar e está na região de Itapira há quase seis anos. Desse período, quatro anos foram dedicados ao comando e à atuação na Força Tática, além de outras experiências semelhantes em diferentes batalhões do Estado de São Paulo. Segundo ele, o conhecimento acumulado ao longo da carreira será fundamental para enfrentar os desafios locais.

“Pode esperar um comandante que está pronto para servir e proteger”, afirmou o capitão ao falar sobre o que a população pode esperar de sua gestão à frente da 3ª Companhia.

De acordo com o novo comandante, o planejamento inicial prevê atuação simultânea em cinco frentes principais. Entre elas estão o combate ao crime organizado, a captura de procurados e foragidos da Justiça, o aumento da presença policial em escolas, bairros e nas proximidades de unidades de saúde, além de ações voltadas à redução das mortes no trânsito em Itapira.

Novo comandante da PM local promete transformar a vida da malandragem em um verdadeiro inferno na Terra (Foto: Gilmar Carvalho/Gazeta)

“Nós estamos em um plano de trabalhar em cinco frentes, buscando não apenas a repressão, mas também a prevenção e a aproximação com a comunidade”, explicou.

Um dos pilares destacados pelo capitão é a criação do que ele chama de “rede do bem”, iniciativa que pretende unir forças vivas da sociedade em prol da segurança pública. A proposta envolve lideranças de bairro, associações comunitárias, comerciantes e moradores dispostos a colaborar com ações preventivas.

“Ninguém faz nada sozinho. A gente quer montar a nossa rede do bem, fortalecendo o programa Vizinhança Solidária e trabalhando junto com todas as forças de segurança, além do Poder Judiciário, Ministério Público e imprensa”, disse. Segundo ele, campanhas educativas nas áreas de saúde, educação e prevenção também fazem parte do plano.

Em relação ao efetivo policial, o comandante avaliou que a cidade conta atualmente com um número adequado de policiais para atender a demanda, embora exista a intenção de buscar reforços no futuro. “O efetivo é bom, a criminalidade está controlada. Bandido aqui não se cria, não ganha nome, porque existe uma atuação rápida da Polícia Militar e das forças de segurança”, afirmou.

Com passagem marcante pela Força Tática, o capitão garantiu que esse tipo de policiamento continuará presente em Itapira. “A Força Tática já tem atuado nos últimos anos e vai continuar atuando. É uma força importante para a região, e esse trabalho conjunto vai seguir existindo”, destacou.

Questionado sobre problemas como tráfico de drogas, furtos e roubos, ele reforçou que o combate ao crime organizado será amplo e baseado em inteligência policial. “Quando falamos em crime organizado, falamos de todas as formas que forem identificadas. Vamos usar inteligência, geoprocessamento e tecnologia da informação para desmantelar desde o tráfico de entorpecentes até quadrilhas de roubo e furto de veículos”, explicou.

O comandante também ressaltou a importância da integração entre instituições, confirmando o trabalho conjunto com a Polícia Civil, Guarda Municipal, Prefeitura, Poder Judiciário e até forças de segurança de outros estados. “Já realizamos operações integradas com a Polícia Militar de Minas Gerais para evitar crimes interestaduais, o que é uma preocupação constante por conta da divisa”, disse.

Ao deixar uma mensagem final à população, o capitão destacou o objetivo maior de sua gestão. “Nosso foco é que Itapira seja reconhecida como a cidade mais segura da região. Queremos que seja a melhor cidade para viver e para trabalhar. Se a gente puder contribuir com isso, teremos cumprido a nossa missão.”

A nova gestão da 3ª Companhia da Polícia Militar marca, assim, o início de um trabalho que aposta na união entre repressão qualificada, prevenção e participação da sociedade para manter e ampliar os índices de segurança em Itapira.