Gazeta Itapirense

Cavalos passeiam tranquilamente por bairros e pastam em praça pública

A presença de animais de grande porte circulando livremente por vias urbanas voltou a chamar a atenção e levantar questionamentos sobre fiscalização, responsabilidade e segurança em Itapira.

Na tarde desta segunda-feira, 19, uma tropa de cavalos foi flagrada andando tranquilamente por ruas movimentadas de bairros residenciais, em uma cena que expôs riscos tanto para os animais quanto para motoristas e pedestres.

A reportagem da Gazeta acompanhou a situação por volta das 17h, quando cinco cavalos, entre eles um potrinho, seguiam pela rua Eugênio Consorti, no bairro Della Rocha. Os animais caminhavam pelo meio da via, obrigando veículos a reduzir a velocidade e até parar para evitar acidentes, enquanto seguiam vagarosamente sem qualquer acompanhamento ou contenção.

Carros são obrigados a parar para não atropelar os cavalos (Foto: Gilmar Carvalho/Gilmar)

Durante o trajeto, os cavalos chegaram a parar para pastar às margens do Ribeirão da Penha, transformando o deslocamento em um verdadeiro “passeio” urbano. Na sequência, atravessaram a ponte do bairro Flávio Zacchi e continuaram até a Praça Cinira Guimarães Leite, já no bairro Nosso Teto.

No local, atraídos pela grama alta, os animais permaneceram pastando livremente, sem que houvesse, até aquele momento, qualquer intervenção visível do proprietário dos cavalos ou de órgãos responsáveis pela fiscalização e recolhimento de animais soltos em área urbana.

A situação levanta uma série de questionamentos. Como animais desse porte conseguem circular por diversos bairros sem qualquer controle? Onde está a fiscalização? Quem responde pelos riscos criados em vias públicas, especialmente em horários de maior movimento? Além do perigo de acidentes, o episódio também evidencia possíveis falhas na aplicação das normas que tratam da guarda responsável e da circulação de animais em perímetro urbano.

Até o encerramento desta reportagem, não havia informações se o dono dos cavalos foi localizado ou se alguma ação da Prefeitura ou de órgãos competentes foi realizada para recolher os animais e encaminhá-los ao local adequado.

Enquanto isso, cenas como essa seguem expondo a população a riscos evitáveis e reforçam a necessidade de respostas mais efetivas do poder público.