Novo acidente reforça cenário de risco ignorado há anos na Praça Mogi Mirim
Mais uma colisão registrada no entorno da Praça Mogi Mirim reacende o debate sobre a falta de intervenções do poder público em um dos trechos mais perigosos do trânsito urbano de Itapira. O local, já conhecido pelo alto número de acidentes, segue sem mudanças estruturais ou reforço efetivo na sinalização, mesmo diante de recorrentes registros de batidas flagradas por câmeras de monitoramento.
O caso mais recente aconteceu na noite de sábado, 03, por volta das 22h30, e foi registrado por câmeras instaladas nas proximidades da praça. As imagens mostram um automóvel avançando a sinalização de parada obrigatória e cruzando a Rua Saldanha Marinho, no sentido da Rua da Saudade, sem perceber a aproximação de uma motocicleta que seguia em direção à região central da cidade.
A colisão foi inevitável. A moto atingiu a lateral do carro e, com o impacto, o motociclista foi arremessado para o alto, caindo em seguida no asfalto, onde permaneceu imóvel. Pessoas que estavam em um bar próximo correram para verificar a situação e prestar auxílio. Pelas imagens, não é possível confirmar se o condutor do carro parou imediatamente após o choque.
O trecho onde ocorreu o acidente é apontado por moradores e comerciantes como um ponto crítico do trânsito itapirense. Não se trata de um episódio isolado, mas de mais um caso que se soma a uma sequência de ocorrências semelhantes, muitas delas envolvendo motociclistas. Apesar disso, até o momento, não há registro de medidas concretas adotadas pelo poder público para reduzir os riscos, como readequação da sinalização, implantação de redutores de velocidade, semáforos, mudanças no fluxo viário ou qualquer outra ação.
A implantação do semáforo na praça Mogi Mirim já é uma promessa da administração do prefeito Toninho Bellini há pelo menos três anos. Apesar de ser confirmada pelo Departamento de Trânsito, até o momento o dispositivo não foi instalado no trecho problemático.
Enquanto isso, motoristas e motociclistas continuam expostos a falhas de sinalização e à imprudência.
A pergunta que fica entre quem circula diariamente pela região é até quando a situação seguirá assim. A ausência de ações efetivas transforma um problema conhecido em uma tragédia anunciada, alimentando a sensação de que apenas um desfecho mais grave será capaz de provocar alguma resposta concreta do poder público em Itapira.



